quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Procuradores defendem Janot e a Lava Jato


Imagem: Reprodução / Redes Sociais
Um dia após o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e a força-tarefa da Lava Jato serem alvos de duras críticas do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), a Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp), o Conselho Nacional de Procuradores-Gerais (CNPG), a Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT), a Associação Nacional do Ministério Público Militar (ANMPM) e a Associação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (AMPDFT) afirmaram apoiar os “excepcionais esforços e trabalho” da Procuradoria-Geral da República e da Lava Jato no combate à corrupção.



Com mais de 18 mil membros, as associações signatárias da nota publicada nesta quarta-feira, 24, representam todo o Ministério Público e defendem os trabalhos dos integrantes da força-tarefa da operação que, segundo a nota, vem levando com sucesso ao Poder Judiciário o maior esquema de corrupção já descoberto no País.

Leia também: 
Temer diz já ter os votos para ser confirmado presidente
Senador Caiado volta a humilhar Lindberg Farias: 'Vai fazer seu antidoping!'; veja vídeo
Senador Cunha Lima enquadra Lewandowski: 'Ou isso muda, ou não sairemos daqui em um mês'

“A atuação do Ministério Público na Lava Jato tem sido técnica, completa, e, acima de tudo, republicana, avançando sempre em busca da elucidação dos fatos, sem escolher e sem evitar o envolvimento de quem quer que seja. O Brasil, com a força desse trabalho, um exemplo do que faz o Ministério Público de todo País, acredita mais e mais em vencer a impunidade”, aponta o texto divulgado pelas associações.

No texto, as entidades sustentam que as investigações contrariam interesses poderosos e quebram “paradigmas negativos” o que resulta em “injustiças” levantadas contra os investigadores. No entendimento das associações, as acusações lançadas à Lava Jato e ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, são “diretivas vagas e acusações vazias de pretensos abusos que raramente são especificados e não são confirmados pelo Poder Judiciário”. “Está à luz de todos que o trabalho na Lava Jato, em todas suas instâncias, é impessoal e abnegado, e distribuído por diversos órgãos do Estado, sempre em busca da Justiça”, segue a nota.

Sobre o suposto vazamento de informações da delação do empreiteiro Léo Pinheiro, da OAS, à revista Veja, negado por Janot uma vez que, segundo o procurador-geral, não existe este anexo na proposta de acordo, as associações garantem que a Lava Jato e os investigadores ‘jamais’ usariam ou usaram “de semelhantes e ilegais expedientes”.

Para os signatários da nota, se esses abusos existissem, sendo os investigados defendidos pelas mais respeitas bancas criminais do País, “já há muito estariam revelados”.


A nota é assinada por José Robalinho Cavalcanti, da ANPR, Rinaldo Reis Lima, do CNPG, Ângelo Fabiano Farias da Costa, da ANPT, Norma Angélica Cavalcanti, da CONAMP, Elísio Teixeira Lima Neto, da AMPDFT, e Giovanni Rattacaso, da ANMPM.

Leia abaixo a íntegra da nota:

A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), a Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp), o Conselho Nacional de Procuradores-Gerais (CNPG), a Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT), a Associação Nacional do Ministério Público Militar (ANMPM), a Associação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (AMPDFT), entidades que congregam 18 mil membros e representam todo o Ministério Público brasileiro, vêm a público, uma vez mais, apoiar os excepcionais esforços e trabalho do Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, e da Força-Tarefa Lava Jato, no combate à corrupção.
Leia também: 
Além de Toffoli, outros dois ministros do STF foram investigados pelo MPF

O Ministério Público tem entre suas missões a defesa da ordem jurídica, da Constituição e do patrimônio público. Nos últimos dois anos, o Brasil assiste a um exemplar exercício desta atividade, com o desenrolar do caso Lava Jato. Coordenando esforços que incorporam também a Polícia Federal, Receita Federal e órgãos de controle e investigação, o Ministério Público Federal, em Curitiba (PR) e em Brasília (DF), desvendou e vem levando com sucesso ao Poder Judiciário o maior esquema de corrupção já descoberto no País.
A atuação do Ministério Público na Lava Jato tem sido técnica, completa, e, acima de tudo, republicana, avançando sempre em busca da elucidação dos fatos, sem escolher e sem evitar o envolvimento de quem quer que seja. O Brasil, com a força desse trabalho, um exemplo do que faz o Ministério Público de todo País, acredita mais e mais em vencer a impunidade.
Neste caminho, interesses poderosos sem dúvida são contrariados, paradigmas negativos são quebrados, e soam no ar muitas vezes as injustiças contra os investigadores. À falta de argumentos sólidos, são lançadas à Lava Jato e ao PGR diretivas vagas e acusações vazias de pretensos abusos que raramente são especificados e que não são confirmados por qualquer instância do Poder Judiciário. Está a luz de todos que o trabalho na Lava Jato, em todas suas instâncias, é impessoal e abnegado, e distribuído por diversos órgãos do Estado, sempre em busca da Justiça.
A partir de reportagem pobre em verdade, acusações vãs de vazamento criminoso e mal intencionado por parte dos investigadores foram afirmadas, quando foi agora esclarecido que a informação em questão sequer esteve em poder do Ministério Público. Que este caso de conclusões apressadas e anteriores a qualquer investigação fique como alerta para a opinião pública: o Ministério Público no caso Lava Jato – do Procurador-Geral da República e equipe, aos Procuradores de Curitiba – jamais usaria ou usou de semelhantes e ilegais expedientes. Assim é, pelo elevado grau de princípios éticos e profissionais que abraçam, característicos de toda atividade ministerial, e assim está cotidianamente provado pelos seguidos sucessos nos processos em juízo, mesmo diante das mais bem preparadas defesas do País.
Se existentes fossem os abusos que desejam imputar ao Minisitério Público, diante de tão qualificado contraditório, já há muito estariam revelados.
Sem fato concreto algum, resta apenas a acusação vaga e vazia, que jamais prosperará, pela absoluta falta de fundamento ou de verdade.
O Procurador-Geral da República e os Procuradores da República que compõem a Força Tarefa da Lava Jato, pela força da qualidade de seu trabalho, contam com o apoio de todo o Ministério Público brasileiro, unido e sereno, em sua missão constitucional.

Veja também: 

 
 

 




Fábio Serapião
O Estado de S. Paulo
Editado por Folha Política
Comentários
0 Comentários

Nenhum comentário :

Postar um comentário

UOL Cliques / Criteo

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...