segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Com bandeiras da ditadura soviética, militantes pedem 'eleições diretas' em São Paulo


Imagem: Reprodução
Uma cena inusitada mereceu destaque no jornal Estado de São Paulo: nela, manifestantes petistas tomam o Monumento às Bandeiras, no Parque do Ibirapuera em São Paulo. O grupo exige a queda de Michel Temer com o slogan “Diretas Já”, que marcou a campanha contra o Regime Militar no Brasil. O detalhe curioso fica por conta das bandeiras ostentadas pelo grupo, vermelhas com a foice e o martelo.


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O símbolo ostentado pelos jovens é a bandeira da União Soviética, ditadura socialista que deixou de existir em 1991 por força de máximo fracasso atingido. Foi um regime genocida que escravizou os povos do Leste Europeu e ameaçou a paz mundial durante o século XX. O regime só entrou em colapso pela insistência de seus dirigentes em impor um regime econômico também socialista. Somente o ditador Joseph Stalin teria sido responsável por cerca de 30 milhões de mortos. O regime também praticou a tortura, censura, doutrinação ideológica em escolas e manteve campos de concentração para dissidentes políticos.

Durante o processo do impeachment, os favoráveis à cassação do mandato de Dilma costumavam sair as ruas vestindo verde e amarelo. Muitos utilizavam a camiseta da Seleção Brasileira de Futebol, o que se tornou motivo de piada para os partidários da presidente. Poucos foram às ruas ostentando símbolos de ditaduras. No entanto, jornais e formadores de opinião simpatizantes do petismo viam grande problema em usar camisetas da CBF. Até o momento, nenhum desses veículos comentou a foto dos jovens com as bandeiras da extinta União Soviética.

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Jornalivre
Editado por Folha Política
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