sexta-feira, 23 de setembro de 2016

'Consultor de negócios' de Dirceu é considerado foragido


Imagem: Reprodução / Redes Sociais
Na 34ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Arquivo X, sete pessoas foram presas temporariamente. Dos oito mandados autorizados pelo juiz Sérgio Moro, apenas um não foi cumprido, de Júlio César Oliveira Silva, ex-consultor de negócios do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu. De acordo com o delegado Igor Romário de Paula, o suspeito, também ex-servidor do Serpro, está na Espanha.


Em 2013 uma reportagem publicada pela revista Veja mostrou que os ex-ministros da Casa Civil José Dirceu e Erenice Guerra, aproveitando a influência no poder, fizeram uma parceria que atendia empresas e empresários interessados em negócios com o governo federal. Falando em “joint venture do lobby”, a matéria dizia que Dirceu montou um escritório de advocacia, reuniu uma cartela de clientes da iniciativa privada, principalmente grandes empreiteiras, empresas de telefonia e bancos, e lucrou oferecendo acesso ao poder.

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Já Erenice, segundo a revista, teria seu nicho de atuação nas empresas e fundos de pensão com interesses ligados ao Ministério das Minas e Energia, onde trabalhou. O elo entre os dois seria o analista de sistemas e ex-funcionário do Serpro, Serviço de Processamento de Dados do Governo Júlio César Oliveira Silva, então consultor de negócios de Dirceu.

Júlio César se aproximou de petistas poderosos fechando contratos com o setor público quando trabalhou como representante de uma empresa de informática. Em junho de 2011, o governo de Mato Grosso, com dificuldade para receber por vias normais para receber um crédito de R$ 160 milhões devido pela União, recorreu a “Julio do Zé Dirceu” como alternativa. O último disse que o ex-ministro trabalharia para liberar o pagamento, mediante uma comissão de 10%. A reunião teria sido agendada por Antonieta Silva, mulher de Julio César e funcionária da secretaria-Geral da Presidência da República, usando um telefone do gabinete.

Em março deste ano, durante a posse do ex-presidente Lula como ministro da Casa Civil, Antonieta Silva deu um tapa no deputado Major Olímpio (SDD-SP), após ele ter gritado “vergonha” num ambiente tomado por petistas.

Nesta quinta-feira (22) em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, foi preso o diretor de Negócios Industriais da Mendes Júnior, Ruben Costa Val. Também foram presos temporariamente na operação: Luis Eduardo Tachar, Danilo Souza Batista, luiz Eduardo Guimaraes Carneiro, Luiz Claudio Machado Ribeiro e Francisco Corrales Kindelan. O ex-ministro da fazenda Guido Mantega foi preso pela PF em São Paulo.

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Elijonas Maia
Diário do Poder
Editado por Folha Política
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