quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Janot pede ao STF fatiamento do principal inquérito da Lava Jato


Imagem: Adriano Machado / Reuters
Em manifestação enviada ao Supremo Tribunal Federal, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu o fatiamento do principal inquérito da Lava Jato no tribunal que investiga se uma organização criminosa atuou na Petrobras.


A Procuradoria separou os investigados por núcleos partidários, pedindo que sejam divididos em quatro inquéritos para frentes diferentes de investigação: um para integrantes do PT, outro para o PP. Os investigados do PMDB serão divididos em dois inquéritos: um para os da Câmara e o segundo para os do Senado.

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Relator da Lava Jato, o ministro Teori Zavascki vai analisar o pedido da PGR.

Atualmente, esse inquérito conta com 39 investigados, a maioria é ligada ao PP. Em março, a PGR pediu ao STF a inclusão de mais 29 nomes, especialmente do PT e PMDB. Entre eles, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para a PGR, inclusive,  a Lava Jato “jamais poderia ter funcionado por tantos anos e de uma forma tão ampla e agressiva no âmbito do governo federal sem que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva dela participasse”.

Esse pedido não chegou a ser analisado por Zavascki, que devolveu para a Procuradoria reavaliar o caso depois de questionamentos de defesas.

Janot optou por dividir o inquérito para agilizar as investigações.  Isso porque, além de um grande esquema de corrupção, a PGR suspeita de que os partidos aturam em braços ligados aos desvios na estatal.

Com o fatiamento, a Procuradoria avalia que será possível individualizar melhor a conduta dos envolvidos.

A Procuradoria narra que o aprofundamento das investigações mostrou que a organização criminosa tem dois eixos centrais: o primeiro ligado a membros do PT e o segundo ao PMDB.

“No âmbito dos membros do PT, os novos elementos probatórios indicam uma atuação da organização criminosa de forma verticalizada, com um alcance bem mais amplo do que se imagina no início e com uma enorme concentração de poder nos chefes da organização: Edinho Silva, Ricardo Berzoini, Jacques Wagner, Delcídio do Amaral”.

Segunda a Procuradoria-Geral da República, pelo três núcleos agiam na Lava Jato: um econômico, formado por empresários, um administrativo, integrado por servidores da Petrobras e um financeiro, composto pelo doleiro Alberto Youssef e assessores.

Eles buscavam a atuação do núcleo político especialmente para proteção, evitando convocações em CPIs (Comissões Parlamentares de Inquérito), comissões de fiscalização do Congresso e ainda tentativa de blindagem junto ao TCU (Tribunal de Contas da União).

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Márcio Falcão 
Jota
Editado por Folha Política
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