quinta-feira, 8 de setembro de 2016

MST ocupa fazenda que era de propriedade da senadora Ana Amélia


Imagem: Fábio Rodrigues Pozzebom / ABr
Um grupo de sem-terra ligado ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocupou na madrugada desta quinta-feira a fazenda Saco de Bom Jesus, em Formosa (GO), que foi vendida pela senadora Ana Amélia (PP-RS) e as filhas de seu ex-marido.


O MST, em nota, afirma que o imóvel foi considerado improdutivo e que a invasão é "parte da jornada de lutas dos movimentos do campo".

Ana Amélia, também em nota, diz que a propriedade é espólio de seu ex-marido, Octávio Cardoso, falecido em 2011. A senadora e as filhas de Cardoso são herdeiras do imóvel, que foi vendido há dois anos, mas ainda está em processo de transferência.

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Os novos proprietários, segundo assessoria da parlamentar, já assumiram a fazenda. Como o imóvel foi vendido à prestação, a transferência para o nome do novo dono só se dará ao final desse processo. "A venda ocorreu em agosto de 2014, conforme registo no Cartório 2º Tabelionato de Notas, em Itumbiara (GO), e foi declarada no imposto de renda de todos os herdeiros na declaração seguinte, como determina a lei", afirma Ana Amélia.

Para a parlamentar, a ação do MST é uma retaliação por ela ter votado a favor do impeachment de Dilma Rousseff. "Lamento que seja uma retaliação do MST pelo meu voto favorável ao impeachment. Essa é a reação antidemocrática por não aceitarem a decisão tomada pelo Senado Federal".

A senadora disse ainda que lamenta os prejuízos e os transtornos que enfrentam os novos proprietários. "Espero que essa situação possa ser resolvida brevemente, de forma legal e pacífica. Confio na Justiça para uma rápida e justa solução".


A fazenda, de extensão de 1.909 hectares, foi adquirida por Ana Amélia e pelo marido, senador Octávio Cardoso, em dois momentos, em 1984 e 1986.

Nota da senadora Ana Amélia Lemos

Esclareço que a fazenda Saco de Bom Jesus, localizada em Formosa (GO), alvo de invasão pelo MST na madrugada desta quinta-feira, foi vendida em 2014, e o processo de transferência ao novo proprietário está em fase de conclusão.
Essa propriedade rural fazia parte de um espólio no qual eu e as filhas do meu marido, Octávio Cardoso, falecido em 2011, éramos herdeiras. A venda ocorreu em agosto de 2014, conforme registo no Cartório 2º Tabelionato de Notas, em Itumbiara (GO), e declarada no imposto de renda de todos os herdeiros na declaração seguinte, como determina a lei.
A área já havia sido alvo de outras denúncias caluniosas por parte do mesmo grupo, na campanha eleitoral de 2014, no Rio Grande do Sul. O Procurador-Geral da República determinou o arquivamento desse processo pela improcedência da denúncia.
Lamento que seja uma retaliação do MST pelo meu voto favorável ao impeachment. Essa é a reação antidemocrática por não aceitarem a decisão tomada pelo Senado Federal.
Lamento muito os prejuízos e os transtornos que enfrentam os novos proprietários e espero que essa situação possa ser resolvida brevemente, de forma legal e pacífica. Confio na justiça para uma rápida e justa solução.
Senadora Ana Amélia (PP-RS)

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Editado por Folha Política
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