terça-feira, 20 de setembro de 2016

Presidente do Instituto Lula se incriminou no pedido de habeas corpus, mostra Moro


Imagem: Reprodução / Redes Sociais
No despacho que recebeu a denúncia contra Lula e outras pessoas, Sérgio Moro ressalta que Paulo Okamotto se incriminou ao tentar obter um habeas corpus preventivo no TRF4.

No pedido, que foi rejeitado, Okamotto disse que "solicitou à OAS que contribuísse com as elevadas despesas de preservação do colossal acervo".

Para Moro, "houve um aparente reconhecimento das premissas fáticas estabelecidas pelo MPF", que relacionou o custeio da armazenagem às propinas acertadas no esquema criminoso da Petrobrás.

"Consta que, em 22/10/2010, a empresa Granero emitiu orçamento a pedido do acusado Paulo Tarciso Okamoto para armazenagem dos bens pertencentes a Luiz Inácio Lula da Silva, o que foi aceito em 27/12/2010. Apesar disso, o contrato de armazenagem, com valor mensal de R$ 21.536,84, foi celebrado, em 01/01/2011, entre a Construtora OAS e a Granero."

"O real propósito do contrato foi ocultado, pois nele constou que o objeto seria a 'armazenagem de materiais de escritório e mobiliário corporativa de propriedade da Construtora OAS Ltda'." 


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