segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Relembre o caso Francenildo, o mais escandaloso e desumano episódio envolvendo Palocci


Imagem: Reprodução
O episódio mais escandaloso envolvendo o ex-ministro petista Antonio Palocci talvez nem seja propriamente os diversos escândalos de corrupção, mas sim a forma desumana com que ele e os agentes do Partido dos Trabalhadores se lançaram contra um humilde caseiro nordestino de nome Francenildo dos Santos Costa. Com a prisão do petista pela força-tarefa da Operação Lava Jato, o caso da violação de sigilo do caseiro volta à tona como o episódio mais desumano envolvendo Palocci.


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O jovem nordestino era caseiro da “República de Ribeirão”, residência no Lago Sul em Brasília. O local era frequentado por figurões do PT, a maioria deles ligados a Antônio Palloci desde seus tempos de Ribeirão Preto. A casa era palco de orgias com prostitutas, consumo de drogas ilícitas e local de reuniões onde políticos, lobistas, empresários negociavam trocas de vantagens envolvendo recursos públicos.

Convocado pela CPI dos Bingos, Francenildo confirmou ter visto o então ministro frequentando a mansão. O caseiro também afirmou que Palocci participava de reuniões de lobistas, além de participar das festas da “República de Ribeirão”. Graças a uma liminar expedida pelo Supremo Tribunal Federal a pedido do senador Tião Viana, o depoimento na CPI foi anulado.

Passado alguns dias de manobras petistas e especulações, a Caixa Econômica Federal vazou um extrato bancário com a movimentação financeira de Francenildo. O PT passou a usar a quantia de R$ 24.990,00, que estava na conta do caseiro para acusa-lo de ter recebido dinheiro da oposição para acusar Palocci. No entanto, o dinheiro havia sido uma doação feita pelo pai biológico do caseiro. Quando o pai descobriu a paternidade, resolveu ajudar o filho. O pai era um agricultor piauiense. Casado e com filhos, também acabou exposto pela mídia. Para veicular as acusações na mídia, Palocci contou com o apoio de jornalistas petistas Helena Chagas e Marcelo Netto.

A vingança de Palocci ainda contou com a colaboração do então presidente da Caixa Jorge Mattoso, que foi indiciado pela Polícia Federal pela quebra do sigilo. O escândalo tomou proporções ainda maiores após a revista Veja publicar uma matéria denunciando que haviam nomes do governo oferecendo R$ 1 milhão para que algum funcionário do banco público assumisse a culpa pelo crime. O escândalo acabou com a demissão de Antonio Palocci em 27 de março de 2006.

Apesar da demissão, ninguém foi criminalmente responsabilizado pelo vazamento. Menos de um ano do vazamento, a jornalista Helena Chagas foi convidada para participar da equipe da recém criada EBC, emissora pública criada por Lula. Como se não bastasse, ainda foi nomeada Secretária da Comunicação Social no governo Dilma Rousseff em 2010. Palocci também voltou ao governo em 2010, como Ministro da Casa Civil de Dilma. Em 2015, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região condenou a Caixa a indenizar o caseiro em R$ 400 mil, depois de várias manobras do departamento jurídico do banco.

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Jornalivre
Editado por Folha Política
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