sexta-feira, 16 de setembro de 2016

STF adia julgamento de Gleisi Hoffmann porque ela tinha viagem marcada ao exterior


Imagem: Edilson Rodrigues
O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, decidiu adiar o julgamento da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) no processo do possível recebimento de vantagens ilícitas no valor de R$ 1 milhão destinadas à sua campanha eleitoral, no âmbito da Operação Lava Jato. A denúncia foi apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. A audiência na Corte, marcada para a próxima terça-feira (20), passou para uma semana depois (27).


Zavascki, relator do inquérito, acolheu o pedido do advogado da senadora, Rodrigo Bittencourt Mudrovitch, que alegou já ter agendado uma viagem ao exterior antes da publicação da pauta do STF, no início desta semana. Como comprovante, o advogado entregou comprovantes da passagem comprada.

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Em despacho datado da última terça-feira, Zavascki intimou a defesa para que, em 24 horas, comprovasse “o alegado compromisso profissional no exterior, com juntada de comprovante também da data da aquisição das passagens aéreas”.

O advogado cumpriu a exigência, e o ministro-relator do inquérito – que pode se transformar em ação penal – despachou: “Diante da documentação apresentada, defiro o pedido de adiamento formulado na petição, mantido o julgamento em pauta para a sessão imediatamente subsequente”.

Em 31 de março deste ano a Polícia Federal indiciou Gleisi Hoffmann e seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo (Planejamento e Comunicações do governo Lula), por corrupção passiva ao concluir que o casal recebeu R$ 1 milhão de propina oriundo de contratos fraudulentos da Petrobras. A senadora petista teria recebido o valor em espécie na campanha de 2010 para custear as despesas da eleição ao Senado. 

Segundo a PF, o ex-ministro Paulo Bernardo teria solicitado a quantia ao doleiro Alberto Youssef ou ao ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa para custear a campanha. Para a PF, Paulo Bernardo tinha conhecimento de que os valores eram ilícitos, caso contrário não teria solicitado a Paulo Roberto Costa.

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Elijonas Maia
Diário do Poder
Editado por Folha Política
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