sexta-feira, 30 de setembro de 2016

STF envia inquérito que apura atuação de Cunha em Furnas para o RJ


Imagem: Reprodução
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a transferência para a Justiça estadual do Rio de Janeiro de um inquérito que apura a atuação do ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na usina de Furnas. "Remetam-se os autos ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, para posterior encaminhamento ao juízo de primeiro grau competente, observada eventual prevenção", decidiu o ministro. 

A investigação foi aberta em maio com base na delação premiada do ex-senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS), também cassado por envolvimento na Operação Lava Jato. Segundo Delcídio, Cunha tinha relação com dirigentes de Furnas e que atuava para beneficiar o doleiro Lúcio Funaro, com quem mantinha "estreita relação".

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No pedido para investigar Cunha, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou que um dos líderes da organização criminosa que atuava na estatal era Eduardo Cunha. O inquérito busca provas de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Janot afirmou que o novo inquérito pretende "obter provas relacionadas a uma das células que integra uma grande organização criminosa - especificamente no que toca a possíveis ilícitos praticados no âmbito da empresa Furnas. Essa célula tem como um dos seus líderes o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, do PMDB do Rio de Janeiro".

Outro inquérito

Também nesta semana, o ministro do STF Celso de Mello determinou a remessa do inquérito onde o ex-deputado é investigado pela suposta prática dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro à Justiça Federal do Distrito Federal em virtude da cassação do seu mandato no mês passado. O banqueiro André Esteves e o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro também são investigados neste inquérito.

O inquérito apura suposta prática de crime de corrupção passiva por parte Cunha e de corrupção ativa por parte de Esteves e Léo Pinheiro. Os três também são acusados da prática de lavagem de dinheiro, "em virtude da solicitação e recebimento de vantagens indevidas relacionadas a propostas de alteração de texto de diversas Medidas Provisórias", afirmou Janot.

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Carolina Oms
Valor
Editado por Folha Política
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