sexta-feira, 7 de outubro de 2016

'Chefe' do MTST pede para não ser fotografado em reunião com ministro da Casa Civil


Imagem: Fernando Donasci / Ag. O Globo
Um dos maiores opositores do governo Michel Temer e voz permanente contra o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, o ativista Guilherme Boulos causou um misto de surpresa e espanto nos funcionários do quarto andar do Palácio do Planalto, na manhã de quarta-feira, ao chegar para uma audiência com o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha. Acompanhado de Eduardo Borges, que integra com ele a coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Boulos pediu uma reunião semana passada com Padilha, após ter se reunido com outro ministro do governo, o tucano Bruno Araújo (Cidades).


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Antes da audiência na Casa Civil, porém, Boulos procurou demarcar distância do governo Temer: pediu ao cerimonial do ministro que não fosse feito registro fotográfico ou filmagem da reunião, o que foi respeitado pela equipe palaciana.

Na pauta, a liberação de moradias do Minha Casa Minha Vida para entidades engajadas em atividades de movimentos por moradia. Esse tipo de convênio foi suspenso pelo governo Temer.

Os repasses foram suspensos após uma recomendação do Ministério Público Federal (MPF) de São Paulo ao Ministério das Cidades. O MPF pede a anulação de trechos de uma portaria para seleção de beneficiários do Minha Casa Minha Vida Entidades. Para o MPF, movimentos sociais estariam agindo de forma “política” e “ilegal” ao selecionar pessoas contempladas com empreendimentos do programa.

Araújo atendeu a recomendação. Com isso, Boulos recorreu a Padilha. O coordenador do MTST aproveitou a audiência para pedir ainda mais recursos para o programa habitacional em 2017.

Opositor do governo peemedebista, Boulos não economiza críticas à gestão Temer. Em evento realizado em agosto, em Fortaleza, declarou que a intenção de Temer é acabar com a rede de proteção social criada pela Constituição de 1988. No evento, de agosto, também criticou Padilha, com quem se reuniu ontem:

— Não à toa, o ministro interino da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse claramente o centro da reforma trabalhista que eles querem: o negociado sobre o legislado. O empregador vai poder negociar férias, décimo terceiro salário, licença maternidade… É algo de uma gravidade inédita — disse na ocasião.

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Simone Iglesias
O Globo
Editado por Folha Política
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