segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Congresso da Venezuela declara golpe de Maduro


Imagem: Carlos Garcia Rawlins / Reuters
O Congresso da Venezuela declarou neste domingo que o governo de Nicolás Maduro promoveu um golpe, em uma sessão que foi interrompida quando apoiadores da administração socialista invadiram a câmara.

O parlamento venezuelano aprovou uma resolução pedindo oficialmente à comunidade internacional uma intervenção para “proteger o direito dos povos à democracia por qualquer meio necessário”.


Os líderes da oposição também prometem aumentar a pressão nas ruas, começando com um protesto nacional na próxima quarta-feira, 26, apelidado de “a tomada de Venezuela”.

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Os legisladores prometeram colocar o presidente Maduro em julgamento, depois que um tribunal alinhado com o governo bloqueou na quinta-feira a campanha da oposição para realizar um referendo sobre a continuidade do presidente no cargo.

O deputado Julio Borges disse que o congresso, que tem maioria da oposição, está agora em rebelião aberta contra o governo.

Apoiadores de Maduro chegaram a interromper a sessão parlamentar. Dezenas de pessoas com camisetas vermelhas, que estavam reunidas pela manhã em frente ao prédio do parlamento, entraram no edifício nesta tarde. Muitos deputados saíram correndo, fugindo dos manifestantes. Não está claro como eles conseguiram invadir o prédio, que é fortemente guardado pela polícia.

Não está claro como os manifestantes entraram no prédio, que possuí forte esquema de vigilância. Os manifestantes começaram a sair do prédio depois que o líder do partido socialista, Jorge Rodriguez, exortou-os a sair, levando a oposição acusar Rodriguez de liderar o protesto.

O porta-voz da oposição, Jesus Torrealba, disse que o protesto era uma ilustração perfeita da denúncia da oposição de que a democracia foi suspensa no país. “O fato de que os legisladores eleitos por 7,5 milhões de pessoas foram silenciados por 300 bandidos resume a situação melhor do que os discursos”, disse ele.

Os legisladores também propuseram esforços para substituir as autoridades eleitorais nacionais e juízes do Supremo Tribunal. Em meio a grave escassez e da inflação mais alta do mundo, as pesquisas sugerem que cerca de 80% dos eleitores querem que Maduro saia da presidência da Venezuela.

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