sábado, 22 de outubro de 2016

Dilma reafirma que 'assinou sem ler' a compra de Pasadena


Imagem: Dida Sampaio / Estadão


A ex-presidente Dilma enviou uma nota em resposta a um texto da Coluna do Estadão, que afirmava que as investigações sobre Pasadena se aproximam cada vez mais dela. Na nota, Dilma reafirmou sua tese de que, mesmo sendo presidente do Conselho de Administração da Petrobras, decidiu pela compra da refinaria, que deu um prejuízo bilionário à estatal, porque não leu o contrato, limitando-se a ler um resumo de três páginas. 

Leia abaixo a nota de Dilma: 

Diferentemente do que aponta a Coluna do Estadão, não há qualquer fato novo que leve ao envolvimento direto da ex-presidente Dilma Rousseff, à época ministra das Minas e Energia, no episódio que resultou em prejuízos na compra da refinaria Pasadena pela Petrobras, a não ser o desejo de “investigadores”.
Em todos os depoimentos, Nestor Cerveró, Paulo Roberto da Costa e Delcídio do Amaral manifestaram que a ex-presidenta do Conselho de Administração sabia de irregularidades no negócio. Jamais apresentaram contudo, indícios ou provas. Sacaram denúncias vazias e absolutamente inverídicas.
Tanto é verdade que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, decidiu pelo arquivamento da denúncia contra Dilma Rousseff no caso de Pasadena em razão da falta de materialidade. Vale lembrar que, no Estado de Direito, não basta convicção, são necessárias provas para acusar quem quer que seja. O ônus da prova, inclusive, cabe à quem acusa.
Dilma Rousseff sempre mostrou lisura e vem tratando, desde 2014, de esclarecer as reais circunstâncias da compra da refinaria de Pasadena. É público e notório — e amplamente noticiado — que o Conselho de Administração da Petrobras, apesar das insinuações, votou pela aquisição da compra da Refinaria de Pasadena sem deter todas as informações necessárias.
A verdade sobre este caso é clara: o negócio foi realizado sem que Dilma Rousseff e os demais conselheiros da Petrobras soubessem de tudo.
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Leia abaixo o texto da Coluna do Estadão ao qual Dilma se refere: 

As investigações da Operação Lava Jato apontam que a presidente cassada Dilma Rousseff tinha conhecimento de irregularidades envolvendo a compra da Refinaria de Pasadena pela Petrobrás. Dilma participou da autorização do negócio na época em que presidia o Conselho de Administração da Petrobrás. Um dos investigadores mergulhados no caso garante que as alegações apresentadas pela petista “não param de pé”. Dilma diz que votou a favor da compra da refinaria porque recebeu “informações incompletas” sobre o contrato.
Três delatores já admitiram que a compra de Pasadena pela Petrobrás envolvia propina. E que receberam até US$ 1,5 milhão pelo negócio. São eles: o senador cassado Delcídio Amaral e os ex-diretores da petroleira Paulo Roberto Costa e Nestor Cerveró.
O negócio é considerado o pior da história da Petrobrás e gerou prejuízo de US$ 792,3 milhões aos cofres públicos.

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Luciana Camargo
Folha Política
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