quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Economista 'desmonta' as mentiras sobre a PEC 241


Imagem: Reprodução / Redes Sociais
O economista Ricardo Amorim publicou, em sua página no Facebook, uma explicação sucinta sobre as mentiras que vêm sendo contadas sobre a PEC 241, que estabelece um teto para os gastos públicos. Na conclusão, Amorim diz: "a PEC é necessária para impedir que todos os brasileiros continuem sendo penalizados com impostos que não param de subir, enquanto os brasileiros recebem serviços públicos de péssima qualidade".
Leia abaixo o texto de Ricardo Amorim:

A PEC e as mentiras
Para variar, os que têm interesse que o atual governo dê errado ou querem manter as mamatas e a corrupção e, para isso precisam de dinheiro escorrendo pelas mãos do governo, estão espalhando uma série de mentiras a respeito da PEC241.
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Alguns esclarecimentos:
1. A PEC não pune os mais necessitados. Ao contrário, ela os protege. Ela não requer nenhum corte em nenhum gasto social e, ao reduzir as preocupações com a solvência do setor público brasileiro colabora para o crescimento dos investimentos das empresas e a geração de empregos. Como o desemprego é mais alto exatamente entre os mais necessitados, eles serão os maiores beneficiados pela medida.
2. A PEC não só não força o governo a cortar gasto nenhum, como ainda permite que os gastos totais cresçam de acordo com a inflação. A grande sacada da PEC é que, ao colaborar para a retomada da confiança no país, ela permite que o país volte a crescer - coisa que não acontece há 3 anos - e com isso, a arrecadação de impostos cresça mais do que os gastos, o que faz com que o desequilíbrio entre gastos e receitas do governo diminua ao longo do tempo. Isto é necessário porque, neste ano, o governo federal gastará R$170 bilhões a mais do que arrecadará, excluindo gastos com juros da dívida.
3. O prazo de 20 anos da PEC é sinal de leniência, não de dureza. O ideal seria que as contas públicas fossem reequilibradas já, com um corte dos gastos públicos de R$170 bilhões. A PEC existe para evitar efeitos traumáticos que este tratamento de choque acarretaria em alguns setores da população, diluindo o ajuste que deveria acontecer agora para um período de 20 anos.
4. A PEC não exige redução de gastos com saúde e educação pelos próximos 20 anos. Aliás, a PEC não impede que os gastos com saúde e educação ou quaisquer outros gastos dupliquem, tripliquem ou cresçam dez vezes ou mais ao longo deste período. Tudo que ela exige é que os gastos totais do governo não cresçam mais do que a inflação. Na prática, ela força o governo a se aproximar um pouquinho da disciplina que toda família tem de ter em casa: não gastar mais do que ganha. Sem a PEC, o governo não prioriza nem controla gastos, ele aumenta seus gastos totais acima da inflação constantemente e passa a conta à população com cada vez mais e maiores impostos.
Em resumo, a PEC é necessária para impedir que todos os brasileiros continuem sendo penalizados com impostos que não param de subir, enquanto os brasileiros recebem serviços públicos de péssima qualidade.
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Luciana Camargo
Folha Política
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