domingo, 23 de outubro de 2016

Gleisi ataca o Ministério da Educação por tentar identificar invasores de escolas


Imagem: Reprodução / Redes Sociais
Em pronunciamento no Senado, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), que é ré no STF por corrupção, condenou o Ministério da Educação por tentar identificar “alunos” que estão invadindo e depredando escolas em todo o país.


A senadora, que já chamou essas invasões de “exemplo”, disse que o ofício do MEC que pede aos institutos federais de ensino profissional e tecnológico a identificação dos estudantes que estiverem ocupando essas escolas é uma “medida autoritária”, comparável ao Decreto-Lei 477 de 1969.

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O Decreto 477, instituído no auge do regime militar, previa punição a professores, alunos, funcionários ou empregados de estabelecimentos de ensino que cometessem “infrações disciplinares” como “incitar deflagração de movimento que tenha por finalidade a paralisação de atividade escolar”.

Gleisi Hoffmann afirmou que a atitude do Ministério da Educação é um retrocesso e perguntou qual a finalidade de os dirigentes da pasta desejarem a identificação dos estudantes e professores que participam das ocupações e protestos. Um bom motivo seria o de identificar vândalos que estão cometendo todo o tipo de abusos nas escolas. Entre eles o consumo de álcool e drogas, sexo com menores e desrespeito a símbolos nacionais.

No Paraná, no mais importante colégio público da capital, a bandeira do Brasil foi retirada da fachada da escola e, em seu lugar hasteada uma bandeira vermelha. Os invasores também impuseram a ideologia de gênero: alunas e alunos, professores e professores, são obrigados a frequentar os mesmos sanitários. A ocupação de um número enorme de escolas pode levar à suspensão do Enem no Paraná, causando prejuízos irreparáveis aos estudantes. Gleisi parece achar tudo isso encantador.

Ela só se preocupa com os direitos dos invasores. Para a senadora, a intenção do ministério é perseguir e talvez até expulsar os manifestantes identificados. Ela informou que, apenas no estado do Paraná, já há cerca de 800 escolas ocupadas, a maioria pelos próprios alunos secundaristas.

Gleisi Hoffmann afirmou que o movimento é apartidário e contrário à PEC do teto de gastos e à reforma do ensino médio.

– Em que tempo nós estamos onde professores e estudantes não podem se manifestar? Em que tempo nós estamos onde o governo baixa suas medidas provisórias, manda suas propostas de emenda constitucional e não permite que a sociedade as discuta? Nós lutamos muito contra uma ditadura militar, lutamos muito para ter a nossa democracia, lutamos muito para ter a nossa Constituição para ter que viver de novo situações como essa, onde querem calar a voz dos estudantes e dos professores – disse a senadora.

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César Weis
Editado por Folha Política
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