domingo, 23 de outubro de 2016

Maioria dos estudantes vota contra ocupação, mas ainda assim alunos têm que impedir invasão


Imagem: Alana Feijó/Arquivo pessoal
Alunos de São Mateus do Sul, no sul do Paraná, contrários ao movimento Ocupa Paraná, impediram a ocupação do Colégio Estadual São Mateus, na quinta-feira (20). Eles decidiram, por maioria, que não acompanhariam o protesto de outros estudantes pelo estado.

De acordo com a direção da escola, alguns alunos ficaram sabendo da possível ocupação e se mobilizaram nas redes sociais para evitar que ocorresse. Eles também procuraram professores.

Diante disso, uma professora convocou o grêmio estudantil e dois líderes do movimento favorável à ocupação. Todos se reuniram e, em consenso, decidiram que consultariam todos os outros estudantes, em assembleia na quinta-feira.

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A maioria foi contrária à ocupação e, com isso, foi assinada uma ata, com todos os participantes da reunião, que garantia que a escola não seria ocupada. Mesmo assim, 15 pessoas tentaram invadir o local à noite.

Cerca de 800 alunos do período noturno, diz a direção, barraram o começo de manifestação com uma barreira no portão. A polícia foi chamada, para evitar confronto. Depois de 40 minutos, ainda segundo o colégio, o grupo que queria ocupar o prédio desistiu.

Na manhã desta sexta-feira (21), um promotor da cidade participou de uma reunião com a comunidade escolar e fecharam acordo em ata de que não haverá ocupação.

Ocupações

Segundo o movimento Ocupa Paraná, 850 escolas estão ocupadas no estado. Há ainda 14 universidades e 3 núcleos de Educação ocupados, conforme o movimento.

Nos colégios ocupados as aulas estão suspensas. Por trás da ocupação, de acordo com o estudantes, está a insatisfação com a proposição da medida provisória 746 que determina uma reforma no ensino médio no país.

O movimento de ocupação começou em 3 de outubro e foi ganhando adesão desde então. Na quarta-feira (19), o ministro da Educação, Mendonça Filho, afirmou que espera que as escolas sejam desocupadas até 30 de novembro para que a aplicação das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) não seja comprometida.

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G1
Editado por Folha Política
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