segunda-feira, 24 de outubro de 2016

PF indicia Palocci, Marcelo Odebrecht e os marqueteiros de Lula e Dilma


Imagem: Rodolfo Buhrer / Reuters
A Polícia Federal indiciou o ex-ministro Antonio Palocci (fazenda e Casa Civil/Governos Lula e Dilma) por corrupção passiva. Palocci foi preso na Operação Omertà, na 35ª fase da Lava Jato, em 26 de setembro.

Além de Palocci, foram enquadrados seu ex-assessor, Branislav Kontic, o casal de marqueteiros do PT João Santana e Mônica Moura, o empreiteiro Marcelo Odebrecht, e Juscelino Dourado, ligado ao ex-ministro da Fazenda.

Investigação da força-tarefa da Lava Jato aponta que, entre 2008 e o final de 2013, foram pagos mais de R$ 128 milhões ao PT e seus agentes, incluindo o ex-ministro.

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A Polícia Federal liga Palocci à planilha ‘italiano’, do Setor de Operações Estruturadas, a área secreta de propinas da empreiteira. Segundo a Omertà, ‘italiano’ é Palocci.

João Santana foi o marqueteiro das campanhas presidenciais de Lula (2006) e Dilma (2010 e 2014). Ele e a mulher, Mônica Moura, foram presos na Lava Jato. À Justiça, confessaram ter recebido valores da campanha de Dilma por meio de caixa 2 em contas no exterior.

A força-tarefa da Lava Jato sustenta que a atuação de Palocci e de seu ex-chefe de gabinete Branislav Kontic ocorreu mediante o recebimento de propinas pagas pela Odebrecht, dentro de uma espécie de ‘caixa geral’ de recursos ilícitos que se estabeleceu entre a Odebrecht e o PT.

Foram indiciados: Antonio Palocci Filho, Juscelino Antonio Dourado, Branislav Kontic, João Santana, Monica Moura e Marcelo Bahia Odebrecht. 

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COM A PALAVRA, O CRIMINALISTA JOSÉ ROBERTO BATOCHIO

O advogado José Roberto Batochio, defensor de Antonio Palocci Filho e de Lula, reagiu com indignação e ironias ao indiciamento do ex-ministro.

“Trata-se de uma monumental peça de ficção literária, em que a imaginação criativa não conheceu qualquer limite.
Apresenta-se a acusação ali vertida total e completamente divorciada de qualquer elemento indiciário idôneo.
No que diz respeito a circunstâncias provadas, a acusação ali contida é de uma indigência franciscana. Anêmica. Frágil. E totalmente idealizada por quem não tem qualquer elemento que comprometa o investigado.
Ficou muito aquém das expectativas. Na medida em que a única acusação é esta: há uma planilha com o nome ‘Italiano’ e que esse ‘Italiano’ só pode ser Palocci na criativa imaginação dos investigadores.
O Ministério Público Federal e o juízo, se tiver vocação de acusador, vão ter de realizar verdadeiro salto triplo carpado com twist para produzirem ‘insolidum’ uma acusação de aparência respeitável.”

COM A PALAVRA, A ODEBRECHT

A empresa não vai se manifestar.

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Julia Affonso, Fausto Macedo, Fábio Serapião, Ricardo Brandt e Mateus Coutinho
O Estado de S. Paulo
Editado por Folha Política
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