quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Teori divide principal inquérito da Lava-Jato em quatro investigações


Imagem: Reprodução / Redes Sociais
O ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a divisão do principal inquérito da Operação em quatro investigações. Com a autorização, chegam a 66 o número de investigados nos inquéritos que apuram a existência de uma quadrilha que atuou para desviar recursos da Petrobras, favorecer empresários e financiar campanhas eleitorais. 

Na semana passada, a Procuradoria-Geral da República pediu para investigar separadamente a atuação do PT, do PP, do PMDB na Câmara e do PMDB no Senado na Petrobras.

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Segundo os investigadores, o avanço das investigações mostrou que a organização criminosa na Petrobras possuía dois eixos centrais, um ligado a membros do PT e outro ao PMDB e haveria ainda uma separação entre os membros do PMDB que estão na Câmara e os que estão no Senado — que atuam de forma autônoma, tanto em relação às indicações políticas para compor cargos relevantes no governo quanto na destinação de propina arrecadada.

"Alguns membros de determinadas agremiações se organizaram internamente, utilizando-se de seus partidos e em uma estrutura hierarquizada, para perpetração de práticas espúrias. Nesse aspecto há verticalização da organização criminosa", diz o pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot ao ministro Teori Zavascki.

Para "otimização do esforço investigativo", a PGR pediu para investigar em quatro diferentes inquéritos a atuação do PT, do PP, do PMDB na Câmara e do PMDB no Senado. "Por outro lado, embora as investigações tenham avançado, há necessidade de esclarecimento de fatos e dos papéis desempenhados por alguns integrantes dessa organização, de corroboração dos fatos apresentados em acordos de colaboração e de robustecimento dos elementos relacionados a outros atores da trama criminosa", diz o pedido.

De acordo com Janot, a "teia criminosa" presente na Petrobras se divide em uma estrutura "com vínculos horizontais, em modelo cooperativista, em que os integrantes agem em comunhão de esforços e objetivos, e em uma estrutura mais verticalizada e hierarquizada, com centros estratégicos, de comando, controle e de tomadas de decisões mais relevantes".

As investigações apontam que o PP atuava para desviar valores da Diretoria de Abastecimento. Enquanto o PT atuava nos contratos da Diretoria de Serviços e o PMDB na Diretoria Internacional. Se a inclusão de todos os novos investigados for autorizada por Teori, o inquérito do PMDB da Câmara teria 15 investigados, entre eles o ex-deputado Eduardo Cunha (RJ), o ex-ministro Henrique Eduardo Alves, o banqueiro André Esteves e o lobista Lucio Bolonha Funaro. O inquérito também incluiria integrantes de outros partidos que faziam parte da antiga "tropa de choque" de Cunha, como o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) e Carlos Willian, do PTC (MG).

O inquérito do PP traria 30 investigados, entre eles, os ex-ministros de Estado Aguinaldo Ribeiro (atualmente é senador pelo PP-PB) e Mário Negromonte. Já o inquérito do PT investigaria 12 pessoas, entre elas o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ex-ministros Jaques Wagner, Edinho Silva, e Ricardo Berzoini. Por fim, o inquérito do PMDB no Senado teria nove investigados, entre eles, o presidente do Senado, Renan Calheiros e Romero Jucá.

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Carolina Oms 
Valor
Editado por Folha Política
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