domingo, 2 de outubro de 2016

Um dia antes das eleições, Haddad pede cassação da candidatura de Doria


Imagem: Caroline Apple / R7
Na véspera do dia das votações do 1º turno das Eleições de 2016, a campanha do prefeito e candidato à reeleição Fernando Haddad (PT) entrou na Justiça Eleitoral com um pedido de cassação do registro de candidatura do adversário João Doria (PSDB), líder das intenções de voto. A acusação é de que o tucano burlou a recente proibição do financiamento empresarial de campanha ao receber repasses de governos estaduais liderados pelo PSDB, por meio de seu grupo empresarial, o Grupo Doria. As doações pessoais respondem pela maior parte do financiamento da campanha do candidato até agora.


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Um dos advogados da campanha petista, Fernando Neisser, alega que "empresas que querem auxiliar a campanha dele (Doria) conseguem fazer contratos com o Grupo Doria, e ele usa esse dinheiro, supostamente próprio, como uma autodoação".

Na ação, o prefeito também processa os governadores Marconi Perillo (Goiás), Beto Richa (Paraná), Pedro Taques (Mato Grosso) e Geraldo Alckmin (São Paulo), todos do PSDB, por supostos repasses indevidos à campanha de Doria.

"Esses governos fizeram uma série de contratos sem licitação com o Grupo Doria, que agora permite que ele fale publicamente que está autofinanciando a sua campanha. Na verdade, esse dinheiro veio de contratos públicos com governos do PSDB, que na nossa leitura, já tinha essa intenção", diz o texto. O caso foi revelado pelo jornal Folha de S.Paulo.

O advogado pede que, na investigação eleitoral, os governos e também as agências de publicidade contratadas encaminhem os contratos feitos ao Grupo Doria, além da quebra do sigilo fiscal do candidato e da sua empresa.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Doria é o maior doador da sua campanha, com R$ 2,9 milhões, seguido do PSDB, com R$ 1,5 milhões.

Segundo Neisser, a ação foi impetrada apenas neste sábado, véspera do dia do pleito, pois o jurídico de Haddad aguardava indícios contra o adversário tucano. "Nós não temos qualquer expectativa por uma medida urgente, de hoje para amanhã, mas julgamos que era importante entrar com ela antes da eleição, para que o eleitorado soubesse que existe essa suspeita".

A assessoria de João Doria informou que o pedido de Haddad é "uma manifestação de uma candidatura perdedora, que quer tumultuar o processo eleitoral" e que "a campanha só vai se manifestar depois de receber notificada oficialmente."


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R7
Editado por Folha Política
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