segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Vigília para impedir prisão de Lula reúne cerca de 25 pessoas


Imagem: Reprodução / Redes Sociais
Um grupo de apoiadores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva organizou uma vigília em frente ao apartamento do líder petista em São Bernardo do Campo, ABC paulista, na noite deste domingo. Cerca de 25 pessoas estavam no local por volta das 22h. Eles pretendiam passar toda a madrugada no local para protestar contra uma eventual prisão de Lula.

Além de gritar palavras de ordem como “Lula, guerreiro do povo brasileiro”, o grupo colou cartazes em postes e lixeiras com os dizeres “Não à prisão de Lula”. O evento foi convocado pelo Facebook, após a publicação de uma notícia no Blog da Cidadania de que Lula poderia ser preso nesta segunda-feira.

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No fim de fevereiro, uma semana antes da Justiça Federal decidir pela condução coercitiva do ex-presidente para prestar depoimento em um inquérito da Lava-Jato, esse mesmo blog havia publicado uma notícia sobre a quebra de sigilo bancário de Lula. O suposto vazamento foi investigado pela Polícia Federal.

Página do evento no Facebook, indicando que ele foi cancelado
Lula é réu em três ações penais, que correm em Brasília e Curitiba. Na última quinta-feira, a Justiça Federal de Brasília aceitou abrir processo após receber a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) de que Lula teria recebido dinheiro da Odebrecht por meio de palestras feitas no exterior para defender interesses da empresa.

Também em Brasília, Lula é acusado de tentar obstruir a Justiça ao supostamente tentar comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró. A suposta participação do petista nesse esquema foi denunciada pelo ex-senador Delcídio do Amaral.

A terceira ação contra o ex-presidente tramita em Curitiba, onde ele é acusado de ter recebido R$ 3,7 milhões da OAS, de forma dissimulada, por meio de um tríplex no Guarujá, litoral paulsita, e do armazenamento do acervo da Presidência da República.

DEFESA NEGA TODAS AS ACUSAÇÕES

A defesa de Lula nega todas as acusações. Segundo os advogados, o ex-presidente nunca defendeu o interesse de nenhuma empresa, tem como comprovar que fez todas as palestras que foram contratadas, não interferiu no depoimento de Cerveró e nunca foi proprietário do apartamento do Guarujá, que continua em nome da OAS.

A força-tarefa da Operação Lava-Jato ainda investiga se a Odebrecht e a OAS pagaram propina a Lula por meio de reformas feitas em um sítio de Atibaia, no interior de São Paulo. A propriedade está em nome de amigos do ex-presidente e, segundo os advogados, nesse caso também não houve crime.

O advogado Cristiano Zanin Martins, que defende o ex-presidente, tem dito que Lula está sendo vítima de lawfare, termo jurídico empregado quando autoridades usam as leis para tentar incriminar um inimigo, com o objetivo de tirá-lo da disputa pela presidência em 2018.

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Editado por Folha Política
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