quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Cabral recebia ‘mesada’ de R$ 500 mil de empreiteira, aponta Operação Calicute


Sérgio Cabral e colegas de Governo em Paris.
Imagem: Reprodução
O ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB) recebeu R$ 500 mil de mesada da Carioca Engenharia em seu segundo mandato (2010-2014). No primeiro (2007-2010), R$ 200 mil. Já a Andrade Gutierrez desembolsou R$ 350 mil em um ano. As informações são da investigação do Ministério Público Federal, em desdobramento da Lava Jato no Rio. No total, a primeira empresa pagou R$ 32,5 milhões em propina e a segunda, R$ 7,7 milhões, de 2007 a 2014.

Em algumas ocasiões, para não levantar suspeitas, foram feitos, além de repasses em espécie, depósitos fracionados em contas de Cabral, de R$ 10 mil. Capturado hoje em seu apartamento, no Leblon, ex-governador deve ficar preso no complexo penitenciário de Bangu.

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Segundo procuradores que conduzem as investigações, já no primeiro mês do primeiro mandato o então governador passou a cobrar dinheiro de empreiteiras que realizariam futuramente grandes obras no estado. As com maior dinheiro desviado foram as da reforma do Maracanã, do Arco Rodoviário e do PAC das favelas – cada uma custou R$ 1 bilhão. Cabral cobrava 5% do valor das obras para si e 1% para colaboradores, conforme o MPF. As obras tinham recursos federais.

As investigações começaram em julho e utilizaram informações passadas por funcionários das empresas em delações premiadas. O dinheiro, oriundo de caixa 2 das empresas, era recebido por emissários de Cabral, e custeou a compra de helicóptero, imóveis, joias e até seis vestidos de festa para a mulher dele, a advogada Adriana Ancelmo. A lavagem desses recursos persiste até hoje. Não há suspeitas quanto ao atual governador, Luiz Fernando Pezão (PMDB), aliado de Cabral, segundo o MPF.

Já há sete pessoas presas, entre elas, dois amigos que coletavam propina para o ex- governador: Carlos Miranda e Luiz Carlos Bezerra. Luiz Paulo Reis se apresentou à PF em Volta Redonda, no Sul Fluminense. Paulo Fernando Magalhães Pinto ainda é aguardados na sede da PF, no centro. Ambos são colaboradores de Cabral e integravam o esquema, conforme o MPF.

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Roberta Pennafort
O Estado de S. Paulo
Editado por Folha Política
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