terça-feira, 22 de novembro de 2016

Garotinho recusou atendimento de médico designado pela Justiça


Imagem: Reprodução / Redes Sociais
Internado no Hospital Quinta D’Or, onde foi submetido no domingo, 20, a uma angioplastia, o ex-governador do Rio Anthony Garotinho (PR) se recusou a ser examinado por um médico designado pela Justiça Eleitoral. O juiz Glaucenir Oliveira, da 100.ª Zona Eleitoral, que determinou sua prisão, havia determinado no domingo que ele fosse visto por um médico nomeado por ele, um “profissional isento”. O juiz justifica sua decisão pondo em xeque a idoneidade do médico particular de Garotinho, o cardiologista Marcial Raul Navarrete Uribe. Oliveira cita o fato de o médico ter sido excluído dos quadros do Ministério da Saúde este ano, por ter acumulado essa função com o serviço no âmbito estadual.

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“Eles chegaram de madrugada e lamentavelmente, ele (Garotinho) não aceitou, exigiu a presença do advogado, o que foi inviável, por conta do horário. Foi uma decisão dele. Se eu estivesse lá, teria dito para ele fazer. Nada resiste à verdade. O perito já viu o vídeo do procedimento e o chefe da unidade coronariana deu acesso ao prontuário. Há 12 anos ele tem mal-estar, dor no peito”, disse Uribe ao Estado.

Sobre sua dupla função no serviço público, o médico declarou que entrou via concurso público para o antigo Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (Inamps), em 1975, e para os quadros da Secretaria Estadual de Administração, em 1978. “Na época isso era lícito. Depois passou a não ser, e cassaram minha aposentadoria. Estou no Superior Tribunal de Justiça lutando contra isso”, contou o médico, que atende Garotinho, o qual classifica como um “paciente bissexto”, há cerca de três anos, e não o via havia um.

Ele disse que foi chamado à carceragem da Polícia Federal na quarta-feira passada, 16, quando Garotinho foi preso, e percebeu que seu quadro sugeria uma condição coronariana. Uribe acredita que Garotinho poderia ter sofrido um infarto agudo caso não tivesse sido transferido para o Hospital Quinta D’Or, que é particular e bem aparelhado; antes, ele passara pelo Hospital Souza Aguiar, que é público, e a unidade de saúde do sistema penitenciário, em Bangu.

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Roberta Pennafort
O Estado de S.Paulo
Editado por Folha Política
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