sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Saiba quem é quem e o que recebeu na lista de codinomes da Odebrecht


Imagem: Reprodução / BuzzFeed
O site BuzzFeed publicou uma lista de parlamentares citados na delação do ex-vice-presidente de relações institucionais da Odebrecht, Cláudio Melo Filho. 

Veja abaixo a lista de codinomes, segundo o BuzzFeed: 

No Senado a Odebrecht contava com Caju (Romero Jucá) como seu principal aliado. Ele, ao lado de Justiça (Renan Calheiros) e Índio (Eunício Oliveira) são apontados pelo delator como os principais articuladores dos interesses da empreiteira na Casa.
Leia também: 
Há também menções a Babel (Geddel Viera Lima). O irmão dele, deputado Lúcio Viera Lima, também é citado como “Bitelo”. Na delação, é dito que ele, para não atrapalhar a aprovação de uma medida provisória de interessa da Odebrecht recebeu entre R$ 1 milhão a R$ 1,5 milhão.
Nas planilhas da Odebrecht, o ministro Eliseu Padilha aparece como “Primo” e seu colega de esplanada Moreira Franco é chamado de “Angorá”.
Outro citado (e como não seria?) é Eduardo Cunha. Com o codinome Caranguejo, o delator diz que a empresa aprovou pagamentos de R$ 7 milhões para o deputado.
O ex-governador da Bahia Jaques Wagner é outro que figura na lista com o codinome “Polo”. Além de um relógio Hublot modelo Oscar Niemeyer que custa cerca de R$ 80 mil, o político foi beneficiado com diversos pagamentos. Somente em 2010 o delator diz que lhe foram destinados cerca de R$ 9,5 milhões.
Outro na lista é Delcídio do Amaral, com o codinome Ferrari. Após a aprovação de um projeto no Senado sobre alíquotas de ICMS, ele reclamou com a Odebrecht que estava recebendo pouca atenção da empresa. Na delação consta que após o chiado ele levou R$ 500 mil.
Quem também aparece, sendo o destinatário de R$ 100 mil é o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia - Codinome Botafogo.
Há também uma citação ao codinome Las Vegas, atribuído a Anderson Dornelles, um dos mais fiéis assessores de Dilma Rousseff. Na delação de Melo Filho é dito que ele recebeu por sete meses uma mesada de R$ 50 mil da empreiteira.
Leia também: 

Nas planilhas o hoje ex-senador preso Gim Argello aparece como Campari. Em 2010, segundo Melo Filho, ele recebeu R$ 1,5 milhão em cash.
O “Cerrado”, “Pequi” e o “Helicóptero”, também são retratados na delação do ex-vice-presidente de relações institucionais da Odebrecht. Os codinomes dizem respeito ao senador Ciro Nogueira, beneficiado com R$ 1,6 milhão.
O senador José Agripino Maia aparece como sendo o beneficiário de R$ 1 milhão que lhe teriam sido destinados pela Odebrecht após pedidos de Aécio Neves. O codinome de Agripino é “Pino” ou “Gripado”.
O ex-deputado federal Inaldo Leitão, codinome “Todo Feio”, teria recebido R$ 100 mil.
O prefeito eleito de Ribeirão Preto, por sua vez, Duarte Nogueira, é citado com o codinome “Corredor”. No sistema que a Odebrecht usava para controlar pagamentos não contabilizados, ele aparece como beneficiário de R$ 350 mil.
Além disso, também foram feitas doações a campanhas.
O Gremista também é contemplado na delação, codinome de Marco Maia.
Há ainda o deputado federal Antonio Brito, com R$ 100 mil e o codinome “Misericórdia”.
O delator também diz que em 2010 foram destinados R$ 100 mil para Paes Landim com o codinome “Decrépito”, R$ 200 mil para Heráclito Fortes com o codinome “Boca Mole”, R$300 mil para o então senador Arthur Virgílio (codinome Kimono) e R$ 300 mil para José Carlos Aleluia, codinome “Missa”.
No mesmo ano também consta na planilha R$ 200 mil para Lídice da Mata (codinome Feia), R$ 200 mil para Francisco Dornelles (codinome Velhinho), entre outros políticos.

Veja também: 


 




Luciana Camargo
Folha Política
Comentários
0 Comentários

Nenhum comentário :

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...