terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Adolescente que devolveu celular e pediu emprego é assaltado em Goiás


Imagem: Reprodução / TV Anhanguera
O adolescente Pablo Júnior Oliveira de Paula, de 16 anos, que devolveu um celular que achou caído na rua e pediu ao dono, ao invés da recompensa, ajuda para achar um emprego, foi assaltado na segunda-feira (27). A Polícia Civil informou que o garoto teve o celular e a carteira com R$ 20 roubados enquanto estava em um ônibus Jardim Goiás. Menos de uma hora depois, a Polícia Militar (PM), prendeu dois suspeitos, de 21 e 19 anos, e recuperou o aparelho.

O garoto contou que estava no coletivo, quando viu duas pessoas o encarando. "Esperaram todo mundo descer e anunciaram o assalto. Levaram minha carteira e o celular. O motorista perguntou se ele queria ligar para a polícia e eu disse que não. Quando o ônibus estava fazendo o caminho de volta, eu vi a polícia abordando duas pessoas e já desci falando que eram eles que tinham me roubado", disse Pablo.

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A Polícia Militar levou Pablo e os suspeitos para a Central de Flagrantes, onde o roubo foi registrado e os pertences da vítima, devolvidos.

Pablo conta que ficou surpreso com o crime pouco tempo depois ter devolvido o celular a uma pessoa que tinha perdido, mas ficou contente por, no fim, tudo ter se resolvido. "Fico meio assustado. Acontecem coisas boas e também coisas ruins. Mas, pelo menos, consegui recuperar as coisas", disse.

Ato de honestidade

Pablo ficou conhecido após devolver o celular que encontrou ao dono, o analista de redes Nikolas Soares Valério. O proprietário do aparelho, que custa R$ 2,5 mil, ofereceu R$ 200 de recompensa, mas Pablo recusou e disse que precisava de ajuda para conseguir trabalho.

Nikolas relata que publicou nas redes sociais a história e o currículo de Pablo, que foi compartilhado por milhares de pessoas. Logo ele começou a receber propostas de trabalho de vários lugares.

Na última quinta-feira (23), Pablo passou por uma entrevista de emprego na Associação dos Magistrados do Estado de Goiás (Asmego). O adolescente deve ser contratado como auxiliar de almoxarifado assim que fizer a Carteira de Trabalho. Uma condição imposta pelos futuros empregadores é de que o rapaz volte a estudar para que possa concretizar o sonho de se formar em direito.

Além das propostas de emprego, o adolescente também recebeu o reconhecimento de várias pessoas, que o parabenizam pela honestidade. A mãe dele, a costureira Lucilene de Paula, ressalta que tem orgulho do filho por ter tomado a atitude correta. “É justo você chegar na pessoa e entregar o que é dela. Todo mundo tinha que ser assim", relata.

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Vanessa Martins
G1
Editado por Folha Política
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