quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Deputado do PSOL xinga ministro do Supremo


Imagem: Reprodução / Redes Sociais
Em meio a protestos nas ruas e discursos exaltados, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro aprovou hoje quatro emendas ao projeto de lei que autoriza o governo a privatizar a Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae). Entre elas, há destaques obrigando o Palácio Guanabara a usar os 3,5 bilhões de reais do empréstimo – que terá as ações da estatal como garantia – exclusivamente para pagar salários de funcionários ativos e inativos do estado. Os deputados também aprovaram a manutenção da tarifa social, que garante preços mais baratos para abastecimento e esgoto em áreas carentes.


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Durante a tarde, o clima foi mais tranquilo nas ruas do Centro do que no dia de ontem, quando 18 manifestantes foram detidos próximos a sede da Cedae. A presença do veículo blindado da Polícia Militar (caveirão) na entrada da Assembleia e bloqueios policiais nas ruas de acesso ao plenário reforçaram a sensação de segurança da população. Dentro do plenário, no entanto, o ambiente foi mais conturbado. Em pouco mais de duas horas de sessão, muitas discussões calorosas animaram o plenário. Em uma delas, o deputado Paulo Ramos, do PSOL, se exaltou. Reclamou que o presidente da Casa, o deputado Jorge Picciani (PMDB), não estava respeitando a “p. do regimento”. E no ápice da insensatez, chamou o ministro Luiz Fux do Supremo Tribunal Federal (STF) de “Luiz Foda-se” por não ter autorizado na semana passada a antecipação do empréstimo bancário para o Rio.

Um dos responsáveis por articular a maioria governista na Assembleia, o deputado Rafael Picciani (PMDB) exaltou a importância da aprovação do projeto: “Não se trata apenas da quitação dos salários a partir do empréstimo de 3,5 bilhões de reais. Teremos também a carência de 36 meses na dívida com a União e o reparcelamento em 20 anos. Podemos voltar a ser auto-sustentável novamente em poucos meses”.

Já os deputados de oposição voltaram a criticar o projeto enviado pelo governador Luiz Fernando Pezão (PMDB). Segundo o deputado Marcelo Freixo (PSOL), o Rio está indo na contramão de cidades importantes como Paris e Buenos Aires, onde no momento ocorre um processo de estatização das companhias de saneamento. “Essas cidades eram caracterizadas pela forte presença de empresas privadas, mas não deu certo porque houve aumento de preço sem melhoria da qualidade do serviço”, explicou.

Criticado por Aécio Neves, o deputado Carlos Roberto Osório (PSDB) teve que justificar seu voto contrário à privatização, uma bandeira relevante dos tucanos em nível nacional. Ele garantiu ser contra a forma como o processo está sendo conduzido. “A proposta foi colocada por um governo sem nenhuma credibilidade e legitimidade. Não há nenhuma garantia de investimentos e metas de cobertura ao cidadão que utiliza o serviço de água e esgoto”, afirmou.

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Isabela Izidro
Veja
Editado por Folha Política
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