domingo, 5 de fevereiro de 2017

Estudioso que disse que Lula só pode ser um psicopata por usar morte de Marisa explica suas constatações


Imagem: Montagem / Folha Política
O estudioso de redes e democracia Augusto de Franco explicou que, ao dizer que o comportamento de Lula - que transformou o velório da esposa em um comício - é típico de um psicopata, não fez uma agressão gratuita. Ao contrário, expressou o resultado de anos de observação sistemática. Franco sugeriu a leitura de um livro de Andrew Lobaczewski, intitulado Ponerologia: psicopatas no poder, para a compreensão do conceito da psicopatia no campo político.


Augusto de Franco explica que, embora não concorde integralmente com o livro sugerido, há o que se aprender com ele. E explica sua afirmação sobre Lula: 
O psicopata ou sociopata instrumentaliza tudo a serviço dos seus propósitos, sem se incomodar com o fato de estar transformando os semelhantes em objetos, podendo até manifestar comportamento amigável e gentil e até simular forte empatia (que não tem) para ganhar admiradores e seguidores, fiéis e eleitores.Não apenas gente como Stalin, Hitler, Mao, Pol Pot e Fidel podem ser considerados psicopatas (sociopatas) políticos. Pessoas como Chávez, Ortega e Lula, também reúnem características desse tipo de transtorno e dizer isso não é uma agressão gratuita e sim fruto da observação sistemática dos seus comportamentos.
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Leia abaixo o texto completo do post: 

PSICOPATAS NO PODERO psiquiatra polonês Andrew Lobaczewski (1984) publicou um livro chamado Ponerologia: psicopatas no poder (Political Ponerology: A Science on the Nature of Evil Adjusted for Political Purposes). Pretendia com isso lançar os fundamentos de um novo campo de investigação na psicopatologia, que chamou de ponerologia: o estudo do mal, do grego poneros (malícia, maldade), a ciência da natureza do mal adaptada a propósitos políticos.Não é o caso, aqui, de fazer uma resenha do livro. Ele está disponível para download para quem se interessar pelo assunto: https://goo.gl/L7gXkX. Pode-se dizer que as características da psicopatia, de diminuição de empatia e remorso, desejo de mandar (ou dominância) - alguém diria, ausência de superego - estão associadas ao comportamento manipulatório que tem alta incidência em políticos autoritários, sobretudo populistas. Líderes populistas ou neopopulistas apresentam - em grande medida - tal comportamento.Não concordo muito com a visão de Lobaczewski. Não acho que se trata de uma doença individual, embora se manifeste em pessoas - ou seja, em trajetórias fenotípicas determinadas - que experimentaram recorrentemente um tipo de interação em campos sociais fortemente deformados por hierarquias, em que a luta pelo poder secundarizou todos os outros desejos, tornando-se uma espécie de ideia-fixa. Quem conviveu com psicopatas pode constatar como lhes falta a dimensão do outro.É discutível se psicopatas políticos tenham alguma predisposição genética ou se todos não seriam variedades de sociopatas (produtos do meio social onde foram gerados). O certo é que ambos os termos se referem ao indivíduo com transtorno de personalidade antissocial (o que parece inquestionável se tomarmos o termo 'antissocial' no sentido que lhe atribui Humberto Maturana). Neste particularíssimo sentido, pode-se afirmar que todo hierarca é, em alguma medida, sociopata.O psicopata ou sociopata instrumentaliza tudo a serviço dos seus propósitos, sem se incomodar com o fato de estar transformando os semelhantes em objetos, podendo manifestar comportamento amigável e gentil e até simular forte empatia (que não tem) para ganhar admiradores e seguidores, fiéis e eleitores.Não apenas gente como Stalin, Hitler, Mao, Pol Pot e Fidel podem ser considerados psicopatas (sociopatas) políticos. Pessoas como Chávez, Ortega e Lula, também reúnem características desse tipo de transtorno e dizer isso não é uma agressão gratuita e sim fruto da observação sistemática dos seus comportamentos.

Em publicação anterior, Augusto de Franco também explicou a diferença entre atacar Lula e atacar seu comportamento de explorar politicamente a morte da mulher: 

MARISANão se deve desejar ou comemorar a morte de ninguém. As pessoas que aproveitaram a morte de Marisa para atacar Lula erraram. E eu repudio todas as agressões à Marisa (que conheci pessoalmente, há mais de 30 anos). Mas também não se deve instrumentalizar a morte de alguém - sobretudo de um ente querido - para propósitos políticos. Transformar o velório de Marisa num ato político e atribuir a culpa à operação Lava Jato vai além do aceitável. Ontem tuitei que só um psicopata teria coragem de fazer isso: instrumentalizar a morte da própria mulher para a luta política. Reafirmo o que disse. Porque Lula não apenas consentiu que se armasse um palanque no velório (com decoração e tudo e até um banner gigantesco em que ele próprio aparecia com mais destaque ao seu lado). Foi pior. Ele "subiu" no palanque e discursou. Chamou os integrantes da força-tarefa de facínoras, sugerindo que a morte de Marisa foi de algum modo causada pelos agentes do Estado democrático de direito, que estão apenas obedecendo as leis. Isso é falso. E revoltante. Não foram as pessoas que usaram erradamente a morte de Marisa para atacar Lula o alvo do evento e sim os que estão cumprindo seu dever de investigar os crimes cometidos por Lula, que envolveram, sim, sua família (sua mulher e seus filhos). Os que criticam corretamente Lula não têm nenhuma responsabilidade pelo fato dos seus familiares estarem sendo investigados e processados. Quem atravessou o sinal - aproveitando um momento de dor, que deveria ser privado, para atacar os que consideram inimigos - foram os dirigentes e militantes do PT sob o comando dele, o líder-candidato. Nem a Máfia ousava fazer tanto. Mesmo quando o chefe de uma família era assassinado e os mandantes compareciam ao velório, mantinha-se o respeito e o decoro.

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Luciana Camargo
Folha Política
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