domingo, 5 de fevereiro de 2017

'Lula transformou até o corpo da esposa em palanque', lamenta jornalista


Imagem: Reprodução / Redes Sociais
O jornalista Reinaldo Azevedo, em sua coluna na revista Veja, lamentou o uso político da morte da ex-primeira-dama Marisa Letícia, em artigo intitulado "Velório de Marisa virou comício, e seu corpo, palanque". Azevedo lembrou que não é a primeira vez que Lula faz esse tipo de exploração política, tendo feito o mesmo com a morte da primeira mulher. 


Leia o trecho em que ele mostra as semelhanças: 

Bem, meus caros: ao dar uma tradução política à morte da Marisa, Lula não inova: na campanha eleitoral de 2002, contou a história da primeira mulher, que morreu logo depois do parto. E ele o fez para as câmeras de Duda Mendonça, o marqueteiro. E chorou muito. Queria votos.

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Não estou aqui a sugerir que a tristeza de Lula é falsa, arranjada, mera politicagem. Nada disso! Considero que a dor é verdadeira. Mas é perfeitamente possível fazer as duas coisas: sofrer e aproveitar a tragédia pessoal para… fazer política.
É claro que todos esperávamos que o marido exaltasse as virtudes cívicas da mulher e asseverasse a sua inocência. Afinal, ela era ré em duas ações penais. Segundo Lula, era “morreu triste”. Bem, meus caros, até aí, vá lá, nada de surpreendente ou censurável. Ocorre que ele foi muito além disso. Disse, por exemplo:
“Ela está com uma estrelinha do PT no seu vestido, e eu tenho orgulho dessa mulher. Muitas vezes essa molecada [os sindicalistas] dormia no chão da praça da matriz [de São Bernardo do Campo] e a Marisa e outras companheiras vendendo bandeira, vendendo camiseta para a gente construir um partido que a direita quer destruir”.
Pronto! A Marisa morta se transformava ali num símbolo. E o ex-presidente não hesitou em usar o cadáver como arma: “Na verdade, Marisa morreu triste. Porque a canalhice que fizeram com ela… E a imbecilidade e a maldade que fizeram com ela… Eu vou dedicar… Eu tenho 71 anos, não sei quando Deus me levará, acho que vou viver muito porque eu quero provar que os facínoras que levantaram leviandade com a Marisa tenham, um dia, a humildade de pedir desculpas a ela”.

Azevedo também criticou a fala do bispo, responsável pela cerimônia religiosa: "O discurso de Lula foi o “grande momento” de um ato religioso oficiado por dom Angélico Bernardino, bispo emérito de Blumenau (SC) e conhecido padre de passeata".

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Na conclusão, prevê que a situação tende a piorar: 

Vamos ver o que vem por aí. Pudor, já deu para perceber, não haverá. Nem medida.
E noto algo curioso: reuniam-se, em perfeita comunhão, os esquerdistas ideológicos, os sindicalistas e a Igreja Católica dos vermelhos. A exemplo do que se via nos primeiros anos de existência do PT.
Lula fazia uma aparente exumação do passado para usar Marisa como instrumento de lutas futuras.

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Luciana Camargo
Folha Política
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