segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Órgão peruano bloqueia ativos da empreiteira Odebrecht


Imagem: Eduardo Anizelli / Folhapress
A Superintendência Nacional de Alfândegas e Administração Tributária do Peru (Sunat) determinou o embargo de bens da empreiteira Odebrecht no país no valor de US$ 46 milhões, o equivalente a R$ 142 milhões, segundo o site de jornalismo investigativo peruano "OjoPúblico".

A Odebrecht é alvo de investigações das autoridades peruanas pela suposta prática de atos de corrupção e lavagem de dinheiro no país entre 2005 e 2014.


O confisco das autoridades do Peru também atingiu outras sete empresas brasileiras, entre elas as construtoras Queiroz Galvão e OAS, de acordo com o site do jornal espanhol "El País".

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O valor dos bens bloqueados das empresas brasileiras envolvidas na Operação Lava Jato no Peru chegou a US$ 62 milhões, o que corresponde a cerca de R$ 192 milhões, informou o "OjoPúblico".

O bloqueio alcançou imóveis, contas bancárias e veículos das empresas, entre outros bens.

Uma área de 4.000 hectares de uma subsidiária da Odebrecht em Olmos, no norte do Peru, foi objeto do confisco em 18 de janeiro, segundo o site peruano.

As restrições patrimoniais foram aplicadas apesar de nenhuma das empresas já ter sido condenada pelas instâncias do Poder Judiciário do Peru.

O órgão tributário do país tomou as medidas cautelares contra as empresas para assegurar o recebimento de dívidas atuais e a quitação de obrigações futuras, que podem ser estabelecidas ao final de ações judiciais.

Após as delações premiadas de executivos da Odebrecht no Brasil, no fim de 2016, a Sunat identificou movimentações suspeitas envolvendo as subsidiárias da companhia brasileira.

Segundo o "El País", auditorias relativas à empresas já estavam em andamento desde 2010 e novas medidas de confisco podem ser adotadas, pois há suspeitas de que as companhias brasileiras possam tentar se proteger realizando a venda de ativos e a retirada de dinheiro de contas.

As empresas podem apresentar recursos à Sunat ou ao Tribunal Fiscal do Ministério da Economia contra os bloqueios. 

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Folha de S. Paulo
Editado por Folha Política
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