terça-feira, 28 de março de 2017

'Aumentar impostos agora é um tiro no pé. É indefensável', diz presidente da Riachuelo


Imagem: Reprodução / Redes Sociais
Embora entusiasta da administração de Michel Temer, o presidente da Riachuelo, Flávio Rocha, não deixou esconder um descontentamento recente com o governo: a possibilidade de anúncio - ainda nesta semana - de aumento de impostos. 

"Isso é um tiro no pé. Primeiro porque você não fez as reformas talvez por falta de empenho e firmeza e agora vai cobrar o imposto. Segundo porque não há absolutamente espaço para aumentar a arrecadação", disse Rocha em entrevista exclusiva ao InfoMoney no último sábado (25) durante o 5° Fórum Nacional de Varejo, Consumo e Shopping Centers, realizado pelo Lide, no Guarujá. 

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Para ele, o aumento da alíquota não resolve o problema. Como a carga tributária no Brasil já é elevadíssima, qualquer elevação de alíquota vai gerar aumento da informalidade e, consequente, queda na arrecadação, comentou.

"O governo até pode aumentar nominalmente a alíquota, mas qualquer aumento de alíquota traz queda de arrecadação, porque o patamar de alíquotas tributárias no Brasil já ultrapassou e muito o ponto de saturação. Daqui para frente, qualquer aumento de alíquota vai gerar aumento de informalidade, que já notamos acontecer. O que interessa o governo é o tamanho do cheque ao final do período e, para você diminuir o cheque, você tem que diminuir a alíquota para diminuir a informalidade e não o contrário. Aumentar impostos agora é um tiro no pé. É indefensável", argumentou.

Rocha não deixou de fazer também críticas sobre a "falta de disposição e firmeza" do governo com as reformas. "As reformas que estão indo para o Congresso são tíbias. É uma mini, mini reforma trabalhista. Precisamos ousar mais. Precisamos fazer reformas que tenha maior impacto na competitividade, porque em nome do direito e defesa do trabalhador se faz um grande malefício a ele mesmo. Não estamos falando em defender empregadores ou trabalhadores. Todos estão defendendo os trabalhadores, mas o que garante conquistas do trabalhador é a prosperidade e o inimigo público número um da prosperidade no Brasil é uma legislação trabalhista totalmente anacrônica e superada", comentou.

Apesar disso, ele disse que acredita que o Brasil está no caminho certo. "Acho que selamos o fim de um ciclo que foi desastroso para a economia brasileira". Para ele, os primeiros sinais já aparecerem no varejo: "estamos vendo claramente uma retomada. Acabamos de divulgar o resultado do 4° trimestre e foi extremamente positivo, com crescimento". Ele destacou o fato de a Riachuelo, do Grupo Guararapes (GUAR4), ter sido a única das empresas listadas na Bolsa do setor que registrou crescimento no segmento nas "vendas mesmas lojas".

"Vimos um forte crescimento de margem. Acho que estamos vendo realmente o ponto de inflexão acontecendo. O rumo que está sendo proposto pelas reformas vai levar o Brasil para a direção correta. O efeito tem acontecido em diferentes ritmos, em diferentes setores. Mas, no varejo, por exemplo, estamos vendo claramente uma retomada", disse. Para ele, o aumento da alíquota não funciona o problema. Como a carga tributária no Brasil já é elevadíssima, qualquer elevação de alíquota vai gerar aumento da informalidade e, consequentemente, queda na arrecadação, comentou.


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Paula Barra
Infomoney 
Editado por Folha Política
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