domingo, 19 de março de 2017

Diretora comercial da H.Stern afirma que vendeu R$ 6 milhões em joias para Cabral


Imagem: Divulgação
A diretora comercial da H.Stern, Maria Luiza Trotta, afirmou que chegou a vender joias para o ex-governador Sérgio Cabral no Palácio Guanabara, no período em que ele ocupou o cargo. Segundo ela, desde 2012, Cabral e sua mulher, Adriana Ancelmo, compraram R$ 6 milhões em joias com ela.


Maria Luiza firmou acordo de colaboração premiada com o Ministério Público Federal (MPF), homologado hoje pela Justiça. Uma joia, de R$ 1,2 milhão, foi paga em dinheiro vivo, por meio do operador Carlos Miranda.

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- O atendimento era agendado por um assessor, o Ramos, que ligava, agendava uma data e eu ia até ele (Cabral). Ia ao apartamento do Leblon, ao escritório (de Adriana Ancelmo) e uma vez já fui até o Palácio (Guanabara), quando ele era governador - disse a diretora comercial.

Depois, ela trocou a joia de R$ 1,2 milhão por um brinco de diamante canário no valor de R$ 1,8 milhão. A diferença, de R$ 600 mil, também foi paga em dinheiro vivo.

Segundo ela, Cabral sempre pedia que não fossem emitidas notas fiscais. Quando a compra era feita por Adriana, às vezes eram emitidas notas, às vezes não. Uma compra foi paga em uma conta na Alemanha, a pedido do ex-governador.

- O Sérgio Cabral pediu para pagar uma venda no exterior, eu disse que não sabia se seria possível. Voltei, perguntei se seria possível, tive a resposta e voltei á casa dele com o número da conta. O pagamento foi feito na Alemanha, mas não sei como feito.

As defesas de Sérgio Cabral, Adriana Ancelmo e Luiz Carlos Bezerra solicitaram que, com a mudança, o depoimento de Maria Luiza Trotta fosse adiado. O juiz Marcelo Bretas negou o pedido.

- Eu não reconheço às defesas o direito de conhecer com antecedência o teor do depoimento de uma testemunha ou colaborador. Eu nego que exista esse direito. Todos os dias milhares de depoimentos de testemunhas são tomados em fóruns criminais e não ocorre de uma parte ter que conhecer o teor de depoimento com antecedência. A ampla defesa exige que a prova seja colhida com a participação das partes. A prova vai ser colhida hoje, e as partes estão aqui para participar - afirmou o magistrado.

O procurador Sérgio Pinel informou que o acordo de colaboração foi formalizado no dia 16/3 à noite e, em seguida, enviado ao juízo para homologação.Ela seria ouvida como testemunha de acusação, mas, com a assinatura do acordo, prestará depoimento como colaboradora.

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Marco Grillo
O Globo
Editado por Folha Política
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