sexta-feira, 10 de março de 2017

Em dia cheio, Moro ouve testemunhas em casos de Lula, Palocci e Cabral


Imagem: Paulo Whitaker / Reuters
O juiz federal Sérgio Moro vai ouvir testemunhas em três processos diferentes da Operação Lava Jato, nesta sexta-feira (10). As ações penais que terão audiências têm, entre os réus, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-ministro Antônio Palocci e o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral.


Os trabalhos começam às 9h30, no processo em que o ex-ministro Antônio Palocci é réu. As testemunhas a serem ouvidas foram arroladas pela defesa do ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT), que também é citado no processo. Além dos dois, o ex-presidente do Grupo Odebrecht, Marcelo Odebrecht, faz parte do rol de denunciados.

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Essa ação penal, que inclui ainda outras 12 pessoas, é derivada da 35ª fase da Operação Lava Jato. Segundo o MPF, Palocci teria recebido vantagens indevidas para ajudar a Odebrecht a fechar um negócio com a Petrobras.

Pouco depois desse processo, Moro volta a ouvir testemunhas no processo em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é acusado de receber um apartamento tríplex, no Guarujá, litoral paulista, como suposto pagamento de propina por parte da empreiteira OAS. Nesta audiência, Moro deverá ouvir o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles e o ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan. Ambos foram arrolados pela defesa do ex-presidente. A audiência está marcada para as 10h30.

No período da tarde, a 13ª Vara Federal de Curitiba volta a analisar a ação penal envolvendo o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral. A partir das 14h, Moro vai ouvir os depoimentos de duas testemunhas de acusação, arroladas pelo MPF. Uma delas é o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, um dos primeiros delatores da Operação Lava Jato.

Nesse processo, Cabral é acusado de receber propina por parte da construtora Andrade Gutierrez, durante a realização das obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro, da Petrobras.

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G1
Editado por Folha Política
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