segunda-feira, 27 de março de 2017

Fachin vai analisar pedidos de inquérito de Janot ao longo do mês de abril


Imagem: Reprodução / Redes Sociais
O relator da Operação Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, ainda deve usar o mês de abril para analisar os 320 pedidos da chamada “lista de Janot”. A lista se refere a pedidos de inquérito contra políticos envolvidos na Lava-Jato realizados pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

As informações foram dadas nesta segunda-feira, 27, pela assessoria do STF.

As decisões sobre o sigilo, os arquivamentos, as aberturas de inquérito e os declínios de competência vão ser anunciadas de uma só vez.

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Fontes ligadas a Fachin têm afirmado que o ministro será “criterioso” e “não terá pressa” para examinar o material. Ele não tem prazo para responder a Janot, autor das 83 solicitações de abertura de inquérito, 211 declínios de competência (governadores, por exemplo, são julgados pelo Superior Tribunal de Justiça, não pelo STF), 7 arquivamentos e 19 outras providências. Todos têm origem nas delações das empresas Odebrecht e Braskem.

Os processos chegaram ao STF em 14 de março e seguiram para uma sala-cofre no terceiro andar do edifício principal, de acesso restrito, levando mais de uma semana para que a Secretaria Judiciária concluísse a autuação (registro) - ao gabinete de Fachin, a “lista de Janot” só chegou na última terça-feira.

O conteúdo permanece em sigilo, mas, de acordo com fontes, a lista compromete pelo menos 10 governadores - entre eles o de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) -, nove ministros e os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado (Eunício Oliveira (PMDB-CE), além de dezenas de políticos com foro privilegiado, comprometendo tanto oposição quanto o governo.

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Luísa Martins
Valor
Editado por Folha Política
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