terça-feira, 21 de março de 2017

Gilmar Mendes ataca vazamento de informações da Odebrecht, da operação Carne Fraca e afirma que provas vazadas podem ser descartadas; veja


Imagem: Montagem / Folha Política
O ministro Gilmar Mendes, do STF, apontou a ocorrência de crime diante de vazamentos da lista do Janot para a imprensa.


O ministro comentou a coluna da ombudsman da Folha de S.Paulo que tratou dos vazamentos, falando da existência da “entrevista coletiva em off”. Sob o título "Um jato de água fria", Paula Cesarino afirmou que "o resultado desse tipo de acordo subterrâneo é que o jornalista se submete a critérios não claros da fonte, que fornecerá as informações que tiver, quiser ou puder. O repórter concorda em parar de fazer perguntas em determinado momento".


Assista: 



Segundo Gilmar, tal "fenômeno" é "tristemente conhecido e repetido na operação Lava Jato, em que divulgação e publicação de informações sob segredo de justiça parece ser a regra e não a exceção". Falando em "propósito destrutivo" e "desmoralização da autoridade pública", apontou como crime os tais vazamentos.

"A imprensa parece acomodada com esse acordo. Vazamento é eufemismo para crime, que os procuradores certamente não desconhecem. A violação do sigilo profissional está no Código Penal."

De acordo com o ministro Gilmar, quem quiser divulgar escândalos porque está investido em poder de investigação "está abusando de seu poder". "Se determinados documentos estão sob sigilo e se inicia o vazamento sistêmico trata-se de desmoralização dessa Corte."

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