sexta-feira, 17 de março de 2017

Ministro da Justiça aparece em grampo de operação da PF


Imagem: Ana Araújo / Veja
O ministro da Justiça, Osmar Serraglio (PMDB-PR), aparece em um grampo telefônico realizado pela Polícia Federal (PF) durante as investigações da Operação Carne Fraca, deflagrada na manhã desta sexta-feira, que investiga a venda de carnes por grandes frigoríficos por meio de pagamento de propinas a fiscais.


Na gravação, Serraglio conversa com o superintendente do Ministério da Agricultura no Paraná entre 2007 e 2016, Daniel Gonçalves Filho. No diálogo, Daniel é informado pelo ministro sobre problemas que um frigorífico de Iporã, no Paraná, estaria tendo com a fiscalização do Ministério da Agricultura.

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O ministro foi nomeado pelo presidente Michel Temer, no dia 23 de fevereiro, após a saída de Alexandre de Moraes para assumir a cadeira do ministro Teori Zavascki no Supremo Tribunal Federal (STF).

Na ligação, Serraglio se refere ao fiscal como “grande chefe” e a conversa segue com o ministro afirmando que o fiscal responsável pelo frigorífico Larissa “apavorou o Paulo”. O frigorífico Larissa pertence ao empresário Paulo Rogério Sposito, que foi candidato a deputado federal pelo Estado de São Paulo em 2010 com o nome de Paulinho Larissa.

“O cara que está fiscalizando lá apavorou o Paulo, disse que hoje vai fechar aquele frigorífico… Botou a boca. Deixou o Paulo apavorado”, comentou. Gonçalves Filho responde: “Deixa eu ver o que está acontecendo… tomar pé da situação lá, tá… falo com o senhor”.

Imagem: Reprodução


De acordo com as investigações, logo após encerrar a ligação, Gonçalves Filho ligou para Maria do Rocio, chefe do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal do Ministério da Agricultura, na superintendência do Paraná, informando que o fiscal da cidade de Iporã quer fechar o frigorífico de Sposito. Em seguida, ele pede que o assunto seja averiguado o que está acontecendo e lhe ponha a par. Ela então obedece à ordem, em seguida, informa Gonçalves Filho de que “não tem nada de errado lá, está tudo normal”. Segundo a PF, a informação foi repassada ao ministro.

Procurado pela reportagem, o ministro ainda não se pronunciou.

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Editado por Folha Política
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