domingo, 5 de março de 2017

Pichadora presa 'prestou grandes serviços à sociedade ao encarnar o papel de Jandira Feghali do pixo', diz colunista


Imagem: Reprodução / Redes Sociais
A jovem Maira Machado Frota Pinheiro, suplente de vereador pelo PT, foi a primeira pessoa a ser enquadrada na lei antivandalismo de São Paulo, recentemente aprovada. Segundo o colunista Eric Balbinus, do site O Reacionário, Maira prestou um grande serviço para a coletividade, "demolindo as narrativas da extrema-esquerda com as próprias mãos". Segundo Balbinus, Maira "fez o papel de Jandirão Feghali demolindo as narrativas da extrema-esquerda com as próprias mãos". 


Leia abaixo o texto de Eric Balbinus: 
Com relação ao episódio da estudante de Direito da Universidade de São Paulo que foi presa em flagrante por vandalismo enquanto pichava um muro no centro de São Paulo, gostaria de propor uma reflexão. Talvez os atos da moça possam ter uma natureza questionável, mas por vias tortas ela fez o bem para a coletividade. 
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Como o nome sugere, Maira Machado Frota Pinheiro é uma típica representante da elite branca paulistana. Mesmo se definindo como “feminista e socialista”, Maira representa justamente um dos estratos sociais que servia de espantalho para os petistas e linhas auxiliares sempre que algum ponto da agenda da organização criminosa era questionado. Desde as críticas ao assistencialismo coronelista até os grandes protestos de corrupção que tomaram conta do país e tiveram seu ápice na Avenida Paulista, a extrema-esquerda sempre fez questão de afirmar que era a elite que estava protestando contra o governo dos trabalhadores. É claro, mudaram o discurso após a periferia paulistana escolher João Doria em detrimento a Luiza Erundina e Fernando Haddad. Daí o povo passou a ser visto como bicho. Maira fez o que muitos da Direita não conseguiram, que é provar que a narrativa da luta de classes é mentira. 
Maira também mostrou de que lado está o Partido dos Trabalhadores: enquanto a moça rica que estuda de graça no mais excludente curso de Direito do país emporcalha paredes, os pobres que provavelmente votaram em João Doria são mobilizados para prendê-la, enquanto outros pobres ainda menos afortunados irão limpar a sua sujeira. Realmente trata-se de um padrão perverso, de uma relação entre sinhá e escravo. Os “pretos de tão pobres” irão limpar o vandalismo da moça rica que fez falsas acusações de abuso de autoridade quando chegou na delegacia. O fato de ser suplente de vereador em São Paulo é uma aula de como o subgênero de esquerda é danoso para a sociedade dentro ou fora da vida pública.
Maira também ajudou Doria, já que agora ele tem dois exemplos concretos para provar que aplicar a lei contra vândalos não é criminalizar a periferia, como pregam os estelionatários da extrema-esquerda. É justamente o contrário, é a periferia que é marginalizada por filhos da elite que resolvem danificar o bem comum. Tanto no caso do filho do diplomata que pichou a estátua de São Paulo na Sé quanto no caso da estudante de Direito da USP, o padrão mostra gente rica danificando o espaço comum enquanto mantém seu lar em sofisticação e limpeza. E é claro, gerou certa indignação por estudar a custa do contribuinte e pagar a sociedade com sua infâmia. As pessoas começam a pensar até onde é moral manter gente extremamente abastada usufruindo do suor do trabalhador. Este é o momento em que os storytellers vermelhos e aquela miríade de “especialistas” que acusaram a luta contra o vandalismo de “higienismo” de “criminalização da periferia” terão de engolir em seco a realidade imperiosa frustrando seus apliques. 
Pesando na balança, Maira fez muito mais pela sociedade do que nós que por vezes tentamos teorizar sobre como a extrema-esquerda vive de mentiras, de miragens e golpes retóricos (quando não financeiros e políticos). É claro que o filho do diretor do Rio Branco já havia feito isto antes, mas o caso de Maira é especial porque ela ainda fez um discurso na saída da delegacia repetindo as mesmas narrativas fraudulentas que seu partido sacramentou no debate público. A ex-estudante do Colégio Humboldt e seus defensores estão agora ofendendo a inteligência dos paulistanos ao defenderem que tudo se trata de perseguição política, como se fosse possível para a administração municipal prever que uma suplente de vereadora fosse ela própria se envolver em ato criminoso. Aliás, a única previsão possível era que o PT sempre estará defendendo a impunidade onde quer que seja. Mesmo nós que fazemos oposição tão ferrenha ao projeto da extrema-esquerda temos o dever de reconhecer a coerência do partido do plano criminoso de poder, que apoia a criminalidade desde suas categorias de base. Neste sentido, Doria acertou ao propor o combate ao vandalismo por forçar o PT a se posicionar de acordo com sua história. Maira, como já dissemos, fez o papel de Jandirão Feghali demolindo as narrativas da extrema-esquerda com as próprias mãos. 
Faltam palavras para te agradecer, moça. Fique com o nosso muito obrigado!

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Luciana Camargo
Folha Política
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