terça-feira, 28 de março de 2017

'Tenho birra homérica' de Dilma, diz CEO da Andrade Gutierrez, que dispara: 'Brasil pensa pequeno demais'


Imagem: Ricardo Borges / Folhapress
Em entrevista para a Folha de S. Paulo no último domingo, o presidente da Andrade Gutierrez, Ricardo Sena, afirmou que não gosta do PT, mas que tem "birra homérica" da ex-presidente Dilma Rousseff. Ele refuta, contudo, que seja apoiador de Aécio ("Não tenho o menor apreço"). Diz que também não gosta de Michel Temer ("Não acho ruim, mas sou da turma dos decepcionados"). 


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Sena apareceu na Lava Jato, não por irregularidades, mas numa troca de mensagens entre executivos do grupo, em que reclama da vitória da petista em 2014, quando derrotou o tucano Aécio Neves. 

Ao ser perguntado sobre a troca de mensagens, Sena respondeu à Folha: "meu comentário foi: 'vergonha de ser mineiro'" (Dilma foi vencedora em 2014 em Minas Gerais contra Aécio) . ". Se eu gosto do PT? Não gosto. Porque não gosto desses esquerdismos populistas, aqui e em lugar nenhum. Não gosto de ninguém que entra por esse lado. Não tenho interesse político, mas acho que não constrói país. Não tenho nada contra a agremiação PT. Não sou partidário. Não gosto é do jeito de pensar. Mas eu tinha mesmo uma birra homérica da Dilma. É só ver ela falar francês. Eleger um troço desse não dá. Eu tinha que ficar com vergonha da minha terra [Minas Gerais]. Aí você vai me perguntar se eu gosto do Aécio [Neves]. Não tenho o menor apreço", afirmou. 

De acordo com Sena, o governo Temer está indo bem e afirma que as reformas são vitais para o Brasil. Por outro lado, destacou: "a gente vê passeata... O Brasil pensa pequeno demais. Isso me dá uma tristeza. Tem que fazer uma conta matemática. A conta não fecha. Você vai privatizar a Cedae [companhia de água do Rio], os caras param a cidade. E o cidadão que se locupleta [diz]: vai acabar com a minha boquinha, não. Você paga os maiores salários e tem o pior serviço e apoia. Por quê? Porque é contra a privatização. Exatamente o que quer dizer isso? Nem sabe. Esse tipo de coisa que eu não gosto". 

De acordo com ele, a economia tem reagido bem, mas o lado político é interrogação. "Fico pensando que o Temer, de um jeito ou de outro, aos trancos e barrancos, vai chegar ao fim. Acho que botou na cabeça que precisa fazer um governo reformista porque, senão, vai entrar para a história como? Só porque tirou a Dilma? Se for isso, vai ficar mais é como golpe. Ele vai fazer pressão enorme para passar as reformas. Se for feito, o país retoma certo rumo", apontou.

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Editado por Folha Política
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