terça-feira, 11 de abril de 2017

Candidato a presidente do PT, Lindbergh é acusado de receber R$ 4,5 milhões da Odebrecht


Imagem: Reprodução / Estadão
O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a abertura inquérito para apurar o repasse de R$ 4,5 milhões em propinas para as campanhas de 2008 e 2010 do senador Lindbergh Farias (PT-RJ), principal candidato à presidência do PT. O petista, segundo afirmaram dois delatores da Odebrecht, é identificado nas planilhas do Setor de Operações Estruturadas como “Lindinho” e “Feio”.


“Segundo o Ministério Público, relatam os colaboradores o pagamento de vantagens indevidas não contabilizadas no âmbito da campanha eleitoral dos anos de 2008 e 2010, nos valores respectivos de R$ 2 milhões e R$ 2,5 milhões, que tinham como motivação o potencial de projeção do parlamentar”, informou o ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato, no STF.

“Os repasses foram implementados por meio do Setor de Operações Estruturadas do Grupo Odebrecht, sendo o beneficiário identificado no sistema ‘Drousys’ como ‘Feio’ e ‘Lindinho'”, registra a ordem de abertura do inquérito 4415/DF, que integra a Lista de Fachin.

“Em contrapartida às doações, o parlamentar, então prefeito do Município de Nova Iguaçu/RJ, teria beneficiado a empresa Odebrecht em contratos administrativos relacionados ao programa ‘Pró-Moradia’.”

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Lindbergh já havia sido alvo de pedido de investigação anterior na Lava Jato, mas o caso acabou sendo arquivado.

O senador foi citado nas delações de Benedicto Barbosa da Silva Júnior, que foi um dos chefões da Odebrecht no setor de infraestrutura, e Leandro Andrade Azevedo.

Com a palavra, o senador Lindberg Farias (PT-RJ)

“Mais uma vez confiarei que as investigações irão esclarecer os fatos e, assim como das outras vezes, estou convicto que o arquivamento será único desfecho possível para esse processo. Novamente justiça será feita.”


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Breno Pires e Ricardo Brandt
O Estado de S. Paulo
Editado por Folha Política
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