terça-feira, 18 de abril de 2017

Invertida de Moro em Lula é provavelmente o episódio mais humilhante da vida do petista, diz colunista


Imagem: Reprodução
Nos processos em que Lula já é réu, sua defesa tem se valido exaustivamente de manobras para protelar o avanço do processo, ao mesmo tempo em que tenta irritar o juiz para então caracterizá-lo como "malvado" e "autoritário". Uma das táticas comuns é chamar muitas testemunhas que não têm nenhuma relação com os fatos investigados. Dessa forma, o processo se alonga com longos depoimentos que nada têm a acrescentar aos fatos, multiplicam-se as oportunidades para os advogados provocarem o juiz, e, depois dos depoimentos, os blogueiros "amigos" divulgam versões fantasiosas de que as testemunhas "inocentaram" Lula. No entanto, ao tentar repetir a estratégia, o advogado de Lula foi surpreendido com a decisão do juiz Sérgio Moro: as oitenta e sete testemunhas serão ouvidas, mas o próprio Lula também terá que estar presente nas audiências. 


Para o colunista Eric Balbinus, do site O Reacionário, essa decisão do juiz Sérgio Moro é "provavelmente o episódio mais humilhante da vida do petista". Para o colunista, "o que era para ser uma manobra fácil para o petista redundou não só em fracasso, como também em humilhação".

Leia abaixo o texto de Eric Balbinus: 

Lula já passou por altos e baixos nesta vida, mas provavelmente nunca foi tão humilhado quanto nesta segunda-feira. Catimbeiro, o chefe da organização criminosa viu o juiz Sérgio Moro lhe roubar a bola de maneira desconcertante ao permitir as oitenta e sete testemunhas com a condição de que o petista acompanhasse cada um dos depoimentos. Lula é corintiano assim como o autor destas linhas, certamente deve se lembrar do drible que o santista Robinho deu no nosso Rogério naquele fatídico jogo de 2002. Doeu tanto que acabou com a carreira do ex-lateral. A humilhação foi tamanha que até hoje causa incômodo ser piada de parentes e amigos antis. Pois é, a jogada de Moro foi ainda pior. 
Lula encurralar Moro com seu pelotão de testemunhas: se Moro aceitasse a infinidade de defensores (boa parte não tem nada a acrescentar ao processo seja contra ou a favor), Lula conseguiria ganhar tempo. Do contrário, uma recusa de Moro ou veto a um nome que fosse já seria combustível nas mãos dos advogados de Lula e nos palanques do petista para gritar que o juiz estava impedindo o exercício da legítima defesa. 
Ao optar por condicionar a chicana a um chá de cadeiras, Moro fez pior do que o Mazembe com o Internacional: o que era para ser uma manobra fácil para o petista redundou não só em fracasso, como também em humilhação. Nas redes sociais não se falou em outra coisa. Lula foi feito de bobo por alguém que ele já qualificou como analfabeto político. Mesmo com todos os processos, a articulação e capacidade tática de Lula sempre foram invejáveis. Até Moro humilhar o cidadão de forma desconcertante. Quem está na saia justa agora é Lula: se dispensar testemunhas, sairá com fama de arregão. Se insistir na chicana para não se dar por vencido, o melhor é que alugue um imóvel na região de Curitiba (agora não há mais amigos para providenciarem imóveis). Serão tantos deslocamentos que ele deverá levar ao menos dois meses apenas ouvindo a ladainha que seus companheiros dirão sobre ele. 
Que morte horrível. 
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