terça-feira, 11 de abril de 2017

Lula pediu caixa dois para Haddad, dizem delatores


Imagem:  Amanda Perobelli / Estadão
O ministro Luiz Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o envio, à Justiça Federal e ao Ministério Público Federal em São Paulo, de trechos de delações premiadas da Odebrecht que citam pagamentos de caixa dois à campanha de Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo, em 2012.


Conforme documento remetido pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao ministro, os pagamentos não contabilizados teriam sido acertados pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outros integrantes do PT com Marcelo Odebrecht, herdeiro do grupo, o pai dele, Emílio, e o ex-diretor de Relações Internacionais Alexandrino de Alencar. Os repasses, então, teriam sido feitos ao marqueteiro João Santana, que trabalhou na campanha.

Os colaboradores afirmaram que a empreiteira buscava, como contrapartidas, a concessão de Certificado de Incentivo Desenvolvimento (CID) e a aprovação de medidas legislativas favoráveis aos seus interesses.

Fachin tirou o sigilo dos autos, autorizou a remessa do material para a Justiça Federal em São Paulo e a Procuradoria da República no Estado. Caberá às autoridades locais decidir sobre a abertura de investigação sobre o caso.

O ministro do STF também liberou a anexação dos depoimentos dos delatores e de toda a documentação apresentada por eles ao inquérito, em curso no Supremo, para apurar a existência de uma organização criminosa para o desvio de recursos públicos.

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