segunda-feira, 24 de abril de 2017

Lula volta a pedir ao STF para sair das mãos do juiz Sérgio Moro


Imagem: Reprodução / Redes Sociais
A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) pedido para que os processos em que o petista é citado não sejam remetidos à Justiça Federal do Paraná, onde o juiz Sérgio Moro conduz os trabalhos relacionados à Operação Lava-Jato.


Lula é alvo de seis inquéritos remetidos à primeira instância, em Curitiba, pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava-Jato no Supremo. O ex-presidente é citado em outras duas petições também encaminhadas a Curitiba - uma sobre irregularidades do PT na construção de sondas do pré-sal e outra relativa a pagamentos indevidos a João Santana, marqueteiro do partido.

O recurso tem como base os depoimentos de nove executivos e ex-executivos da Odebrecht, entre eles o patriarca da empresa, Emílio Odebrecht, e seu filho Marcelo Odebrecht, ex-presidente e herdeiro. Segundo suas delações premiadas, o ex-presidente teria beneficiado a empreiteira em troca de contrapartidas como, por exemplo, a aquisição de imóvel para erguer a sede do Instituto Lula.

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Para os advogados de Lula, a seção judiciária do Paraná não tem competência para julgar esses processos, uma vez que os crimes supostamente cometidos não se deram naquele Estado. "No caso em tela, as próprias informações trazidas pelos delatores atestam a inexistência de qualquer vínculo que respalde a possível competência da Justiça Federal de Curitiba", diz o texto.

A defesa pede que as ações sejam encaminhadas a São Paulo ou Brasília, onde teriam ocorrido as supostas tratativas irregulares com a Odebrecht. "A narrativa dos colaboradores fazem referências a supostos fatos que ocorreram em São Paulo ou em Brasília. Qual seria, então, a relação com a estatal e/ou com a Justiça do Paraná? Nenhuma", afirma a petição.

Lula é réu em cinco ações penais na Justiça Federal, três delas relacionadas à Lava-Jato, sob juízo de Moro. O petista tem feito repetidas críticas ao magistrado, alegando que Moro não tem a imparcialidade necessária para julgá-lo.

Adiamento

O ex-presidente disse nesta segunda-feira desconhecer a possibilidade de um adiamento de seu depoimento ao juiz federal Sergio Moro em Curitiba. A audiência, relativa à ação penal que envolve um tríplex no Guarujá (SP), está marcada para o próximo dia 3 de maio. 

“Isso não é problema meu”, afirmou Lula a jornalistas ao chegar ao seminário "Estratégias para a Economia Brasileira", promovido pelo PT em Brasília.

A Polícia Federal pediu a Moro o adiamento do interrogatório do ex-presidente alegando que precisa de “mais tempo para realizar as tratativas com os órgãos de segurança e de inteligência para a audiência que será realizada”.

Lula é réu em cinco ações penais, três delas no âmbito da Operação Lava-Jato, em que o juiz Sergio Moro é o responsável em primeira instância.

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Fabio Murakawa e Luisa Martins
Valor
Editado por Folha Política
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