quinta-feira, 6 de abril de 2017

'Mexeu com uma, mexeu com todas. A não ser que sejam a Janaína Paschoal, a Sheherazade ou a mulher que tomou uma cusparada do Zé', ataca cidadã


Imagem: Montagem / Folha Política
A campanha "mexeu com uma, mexeu com todas", capitaneada por atrizes globais conhecidas por sua militância de esquerda, embora tenha seu mérito, trouxe mais uma vez à discussão o duplo padrão dessa militância. A cidadã Vanessa Christie resumiu a atitude esquerdista: "Mexeu com uma, mexeu com todas. A não ser que sejam a Janaína Paschoal, a Sheherazade ou a mulher que tomou uma cusparada do Zé du Breu na cara. Essas merecem".  


A internauta se refere a alguns casos famosos em que a militância de esquerda foi muito além de "mexer" com mulheres, sem que tenha havido qualquer manifestação por parte de grupos feministas ou de defesa dos direitos humanos. 

A jurista Janaína Paschoal foi e é alvo de todo tipo de discurso de ódio, em que o machismo sobra. Um "escracho" de que ela foi vítima, com dezenas de militantes a ameaçando, foi filmado, divulgado nas redes sociais e intensamente comemorado pela militância petista. A jornalista Rachel Sheherazade foi alvo do filósofo Paulo Ghiraldelli, que manifestou seu desejo de que ela fosse estuprada, além de ser também vítima constante do discurso de ódio de militantes. O ator José de Abreu cuspiu em uma moça por estar acompanhando um homem de quem ele discordou. Ativistas pró-impeachment relataram ameaças de estupro e morte. 

A militância que defende o "mexeu com uma, mexeu com todas" ignora esses casos. 

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