segunda-feira, 17 de abril de 2017

Na Coreia do Sul, Doria é chamado de 'futuro presidente do Brasil'


Imagem: Letícia Bragaglia / Prefeitura de São Paulo
Ao chegar na quinta-feira, 13, à sede da Korea Investment Corporation (KIC), a agência pública responsável pelo Fundo Soberano sul-coreano, o prefeito João Doria (PSDB) foi surpreendido ao ouvir do CEO, Hyun Man Choi, o pedido de uma foto “ao lado do futuro presidente do Brasil”. O tucano sorriu e despistou, dizendo que era “apenas o prefeito”. Ao contar o episódio, um auxiliar comenta que as notícias “correm rápido”. 


Nas sete reuniões de trabalho em dois dias de missão oficial, Doria foi tratado como chefe de Estado ao buscar investidores para seu plano de privatização. Embaixador do Brasil na Coreia, Luis Fernando Serra reconhece que a agenda “foi mais densa” do que as visitas do gênero. Em seu 10.º posto diplomático, ele não se lembra de um prefeito que tenha buscado recursos de modo tão intenso. 

No caso da KIC, a agência demonstrou preocupação com a crise política e relatou perda de dinheiro no Brasil no setor de petróleo e gás. “Com a Lava Jato, o Brasil está sendo passado a limpo. A opinião pública internacional vê isso com bons olhos”, disse o prefeito.

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Dominada por reuniões com empresários, a agenda do tucano – que recebeu o título de cidadão honorário de Seul – também teve espaço para políticos. Um dos encontros foi com o prefeito Park Won Soon, de um partido de esquerda e que não comunga com privatizações. 

Na prática. Após negociar com Doria, a Samsung vai fazer testes em São Paulo nos próximos três meses para implementar o bilhete único no celular. “Será possível fazer pagamentos com a simples aproximação do celular, por leitores óticos”, disse Doria. 

Questionado pelo Estado sobre qual será a contrapartida para a empresa, ele afirmou que o bilhete único dá acesso a 15 milhões de consumidores, mas garante a privacidade. “Na emissão do bilhete único você já sabe o CPF. As demais informações só serão apresentadas com autorização de cada cidadão.” 

Na visita ao Transportation & Information Service, centro de inteligência de transporte, ele perguntou quem bancava o sistema. Ao ouvir que era a prefeitura, brincou: “Nada como ter uma prefeitura que tem dinheiro”.

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Pedro Venceslau 
O Estado de S.Paulo
Editado por Folha Política
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