terça-feira, 11 de abril de 2017

Presidente de comissão defende dinheiro público para campanhas: 'Vai viajar de jegue?'


Imagem: Agência Câmara
Presidente da comissão da reforma política, o deputado Lucio Vieira Lima (PMDB-BA) disse nesta terça-feira (11) que defende o fundo eleitoral específico para campanhas para custear gastos dos candidatos.

Sem o fundo, argumenta o presidente da comissão, os candidatos não terão como custear despesas de campanha, como internet para divulgação das atividades, carros de som para eventos e deslocamentos dos candidatos.



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"Sem o fundo específico, vai viajar como? De jegue? Precisa ter dinheiro para fretar avião.  Na campanha municipal,  funcionou diferente. Mas pense numa campanha de candidato presidencial: ele precisa visitar os 27 estados. Não tem como".

Pela proposta defendida pelos deputados, o fundo que seria criado seria abastecido em 70% com recursos públicos. Os 30% restantes viriam de doações de pessoas físicas - atualmente, a legislação proíbe a doação de empresas a campanha eleitorais.

Perguntado pelo Blog como os parlamentares pretendem explicar à população que mais dinheiro público está sendo demandado pelos políticos, em meio à Operação Lava Jato, o deputado respondeu:

"É o custo da democracia. O que os políticos precisam fazer é reduzir as campanhas faraônicas. Se a gente não diminuir os custos, quem vai ter dinheiro para financiar as campanhas é o narcotráfico, o crime".

Sem financiamento empresarial, ele diz que não há de onde sair recursos para as campanhas.

Vieira Lima acredita que até o final de maio o financiamento e também a lista fechada- defendida pelos deputados- sejam submetidas a voto na comissão.

A lista fechada é uma reação dos parlamentares que estão na mira da Lava Jato. Pelo modelo, o eleitor não vota no candidato. Mas na lista ordenada pelos partidos.

A ideia dos parlamentares é que as regras modificadas valham a partir da eleição de 2018. Mas para isso acontecer o Congresso precisa aprovar as alterações até setembro.

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Andréia Sadi
G1
Editado por Folha Política
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