quinta-feira, 27 de abril de 2017

Quando estava no poder, Lula defendia corte de ponto para grevistas; relembre


Imagem: Reprodução / Redes Sociais
Após dizer que cortará o ponto dos servidores municipais que fizerem greve amanhã, o prefeito de São Paulo, João Doria, foi chamado de "fascista" pela militância petista. Entretanto, quando era presidente, Lula também defendia o corte de ponto de grevista. Lula disse que sempre defendeu o corte de ponto desde quando era dirigente sindical.  



Relembre os pontos de vista de Lula em matéria da Reuters, escrita por Ricardo Amaral e publicada em 27 de junho de 2007: 

Diante de duas dezenas de grevistas do Incra que protestavam em cerimônia no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender, nesta quarta-feira, o desconto dos dias de paralisação de servidores públicos."Não sou contra a greve, o que eu quero é regulamentar. Ninguém pode ficar 70 dias em greve e querer receber os dias parados", disse Lula, surpreendido pelo protesto inédito no Palácio do Planalto.Os cerca de 6 mil servidores do Incra estão em greve há 30 dias, reivindicando equiparação salarial com outras categorias. No Ibama, a greve já dura mais de um mês e os grevistas recebem salários por força de liminares judiciais.O governo anunciou que mandará ao Congresso projeto regulamentando a greve no setor público, prevendo, além do desconto, a manutenção de serviços essenciais.

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"Quando eu era dirigente sindical, e eu fui um bom dirigente, dizia aos companheiros que se quisessem receber os dias parados não deviam nem entrar em greve", prosseguiu o presidente.Os servidores do Incra entraram no Palácio do Planalto em meio a caravanas de trabalhadores rurais convidados para o lançamento do Plano de Safra da Agricultura Familiar, programado para ser um ato de apoio ao governo.No Salão Oeste do Planalto, depois de passar pela segurança, os grevistas vestiram jalecos vermelhos e ergueram faixas e cartazes acusando o governo de não negociar as reivindicações da categoria."Lula não cumpriu acordos, Incra em greve", dizia uma das três faixas erguidas durante a solenidade, o que levou o presidente a cochichar, no palanque oficial, com o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel. O Incra é vinculado ao ministério.Em seu discurso, Lula ainda tentou capitalizar o protesto como um "avanço da democracia.""Quando é que os companheiros do Incra imaginaram que pudessem fazer reivindicação no Planalto? (...) Só pude falar o que falei e ouvir o que ouvi porque, graças a Deus, a democracia reina neste palácio", afirmou.Ele disse que seu governo reajustou salários de servidores em 60 por cento "na média" e acrescentou que reivindicações, mesmo justas, têm de se adequar "aos limites do possível.""Enquanto eu for presidente, o Incra pode gritar aqui dentro ou lá fora, mas na hora de fazer o acordo tem de sentar na mesa e fazer o acordo possível. Se gastar tudo na folha de pagamento não tem dinheiro para o Plano Safra", acrescentou.Antes do discurso de Lula, os grevistas receberam um apoio inesperado do presidente da Confederação dos Trabalhadores da Agricultura (Contag), Manoel dos Santos, um dos maiores aliados do governo no movimento sindical."Os trabalhadores ficam muito bravos quando vocês param de trabalhar. Ninguém aguenta 60 dias de greve todo ano porque aí a reforma agrária pára, mas o governo precisa negociar com vocês", disse Santos, aplaudido pelos grevistas.Durante o discurso de Lula, um agente de segurança tentou, sem sucesso, tomar uma das faixas de um manifestante. Os servidores deixaram o Planalto satisfeitos com a repercussão do protesto."Reconhecemos o compromisso do presidente Lula com as classes trabalhadoras (...) mas não viemos aqui para tentar satisfazer o Lula", disse José Vaz Parente, diretor da Confederação das Associações de Servidores do Incra."A manifestação teve impacto positivo porque deu visibilidade ao movimento", acrescentou Vaz Parente, dizendo-se contrário ao desconto dos dias parados.
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Luciana Camargo
Folha Política
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