terça-feira, 11 de abril de 2017

TSE adia depoimentos de João Santana e Mônica Moura


Imagem: Reprodução / Redes Sociais
O ministro Herman Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), adiou para o dia 24 os depoimentos de João Santana, Mônica Moura e André Santana na ação que investiga se a chapa de Dilma Rousseff e Michel Temer cometeu irregularidades para se reeleger à Presidência em 2014. As testemunhas serão ouvidas no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) da Bahia.

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A data inicial era 17 de abril, mas os três já tinham depoimento marcado para esta data em Curitiba, com o juiz Sérgio Moro, em um processo que tramita contra o ex-ministro Antônio Palocci.

O pedido para que eles fossem ouvidos pelo TSE partiu do vice-procurador-geral da República, Nicolao Dino, que, durante as preliminares do julgamento da ação contra a chapa Dilma-Temer no plenário do tribunal, afirmou que os três já tinham fechado acordo de colaboração premiada com o Ministério Público Federal (MPF). A solicitação foi atendida pelo relator e pelos demais ministros da Corte eleitoral.

O relator da Operação Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, homologou as delações no mesmo dia. Com base no conteúdo narrado por eles, a Procuradoria-Geral da República (PGR) decide se pede ou não ao Supremo a abertura de inquéritos contra políticos com foro privilegiado.

João Santana trabalhou como marqueteiro das campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (2006) e Dilma Rousseff (2010 e 2014). Ele e sua mulher foram presos em fevereiro do ano passado - consequência da operação Acarajé, desdobramento da Lava-Jato -, e soltos seis meses depois.

Executivos e ex-executivos da Odebrecht afirmaram, em delações premiadas, que faziam pagamentos ao casal por meio do Setor de Operações Estruturadas da empreiteira, conhecido como “departamento de propina”. Um deles, Hilberto Mascarenhas, ao testemunhar para o TSE, afirmou que Mônica era uma das maiores destinatárias de propina da Odebrecht - os valores, segundo ele, chegaram a US$ 60 milhões, pagos entre 2010 e 2014. O funcionário do casal André Santana também estaria envolvido nas irregularidades.

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Luísa Martins
Valor
Editado por Folha Política
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