sábado, 20 de maio de 2017

Delatores relatam fraudes em eleições sindicais da CUT


Imagem: Reprodução / Redes Sociais
Um ano depois da eleição dos sindicatos dos Professores (Sinpro) e dos Bancários, em Brasília, dois mesários ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT) resolveram fazer delação em um cartório que coloca em suspeição a credibilidade do pleito. Moisés Cirilo e Tiago Claudino relatam que foram contratados por dirigentes da CUT para fraudar o processo eleitoral das duas entidades e impedir a vitória da oposição. O serviço consistiu em sumir com urnas e incluir cédulas falsas nelas. Afirmam ainda que não coletaram votos em órgãos com mais eleitores do adversário. A falcatrua extrapolou os limites do Distrito Federal. Moisés afirma ter aplicado o mesmo método no pleito do Sindicato das Empresas de Processamento de Dados (SINDPD), no Rio de Janeiro, naquele ano.




Moisés Cirilo e Tiago Claudino afirmam que foram contratados por Roberto Miguel e Aílton Jardim, ambos dirigentes da CUT do Distrito Federal. Eles afirmaram que receberam diárias de R$ 100. Quando o serviço foi concluído, ganharam um adicional de R$ 500. “Roberto Miguel disse: ‘parabéns, garoto, pelo trabalho”’, relatou Moisés na ata notarial registrada em cartório.

A assessoria de imprensa da CUT admitiu que Roberto Miguel é dirigente da entidade. Sobre as denúncias, o departamento se limitou a informar que não tem conhecimento. Ao ser questionada se haveria alguma investigação interna para apurar a informação da coluna Brasil Confidencial, da revista Época, a assessoria explicou que não pretende abrir nenhum processo investigatório.

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