sexta-feira, 19 de maio de 2017

'Desculpas não bastam. Eles precisam pagar o que devem à Justiça', diz Miriam Leitão sobre acordo dos irmãos Batista


Imagem: Reprodução / Redes Sociais
A colunista Miriam Leitão, do jornal O Globo, criticou as negociações do acordo de leniência da JBS-Friboi. Miriam Leitão mostra que a empresa só cresceu graças aos créditos obtidos junto ao BNDES, em troca de propina. E conclui: "Não basta o grupo e os empresários, Joesley e Wesley, pedirem desculpas. Eles precisam pagar o que devem à Justiça".




Leia abaixo o texto de Miriam Leitão:

A informação que eu obtive agora de manhã é de que na negociação para o acordo de leniência com o Ministério Público, o empresário Joesley Batista está tentando reduzir o valor da multa que tem que pagar. Argumenta que a empresa sempre foi grande, a maior da América Latina antes de começar o esquema de corrupção. Não é verdade.
O JBS foi mesmo um caso de sucesso, mas cresceu devagar. O salto que multiplicou por 17 vezes seu patrimônio e a levou a ser a maior produtora de proteína animal do mundo foi nos governos Lula e Dilma. Para se ter uma ideia, a primeira empresa que comprou no exterior foi na Argentina em 2004. Daí para diante comprou uma série de companhias, em vários países, principalmente nos Estados Unidos, sempre com dinheiro farto e barato do BNDES, e se tornou maior lá fora do que aqui dentro. Isso sem falar na suspeita de que tenha lucrado no mercado de câmbio comprando dólar e vendendo antes da delação. Não basta o grupo e os empresários, Joesley e Wesley, pedirem desculpas. Eles precisam pagar o que devem à Justiça.

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