quinta-feira, 4 de maio de 2017

Ex-coordenadora de Comissão de Direitos Humanos da OAB é presa por esquema de extorsão de familiares de presos


Imagem: Rodolfo Tiengo / G1
Cinco pessoas foram presas na manhã desta quinta-feira (4) em Ribeirão Preto (SP) durante a Operação Coiote, que investiga um suposto esquema de extorsão de familiares de presidiários e pessoas investigadas, e falsificação de documentos judiciais.


Entre os presos estão os advogados Marco Antonio Zacarias e Ana Paula Vargas de Mello, ex-coordenadora da Comissão de Direitos Humanos da 12ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Os nomes dos demais envolvidos não foram divulgados.

À EPTV, a defesa de Zacarias informou que ele está a serviço da Justiça para prestar os esclarecimentos necessários.

Já a advogada Cristina Aguiar Pereira, que defende Ana Paula, afirmou que desconhece os motivos da prisão e vai se manifestar nos autos. Entrentato, ela afirmou que a cliente nega o envolvimento com o esquema.

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A ação foi coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público, com apoio da Polícia Militar e de representantes da OAB. Mandados de busca e apreensão também foram cumpridos.

A suspeita é de que o grupo entrava em contato com familiares de presos e investigados pelo MP, fazendo ameaças e atribuindo crimes a eles, mas prometendo solucionar as situações na Justiça mediante o pagamento de propina.

Segundo o Gaeco, parentes de réus da Operação Sevandija foram abordados pelos suspeitos nos últimos meses. O grupo também falsificava documentos judiciais com a ajuda de um servidor da 4ª Vara Criminal de Ribeirão, que foi preso.

"Eles forjavam uma implicação, seja por uma conversa, ou documento que levasse ela a acreditar que estava sendo implicada em determinado caso criminal. Também se vendiam falsas promessas, usando artifícios que teriam contato com desembargadores, autoridades, Gaeco, juízes, que poderiam, de alguma maneira aliviar, a responsabilidade penal”, afirmou o promotor Frederico de Camargo.

Os presos foram levados à Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e depois encaminhados ao Centro de Detenção Provisória (CDP), onde devem cumprir prisão temporária por cinco dias. Agora, o Gaeco ouvirá o depoimento de 20 testemunhas.

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G1
Editado por Folha Política
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