sábado, 6 de maio de 2017

Janaína Paschoal alerta para 'desespero' de políticos e possível articulação entre PT e PSDB para enterrar a Lava Jato


Imagem: Montagem / Folha Política
A advogada e professora de Direito Janaina Paschoal, autora do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, alertou que uma articulação política pode estar sendo costurada entre lideranças do PT e PSDB para suavizar as punições judiciais decorrentes da operação Lava Jato. Janaína reiterou ter essa sensação, como “cidadã” e “eleitora”, durante entrevista para o programa Esfera Pública, da Rádio Guaíba.



“É um desespero, por exemplo, do FHC e do Serra fazerem defesa do Lula. É uma necessidade de várias autoridades darem entrevistas para dizerem que se as delações vazaram, elas passam a ser prova nula. Eu tenho um sentimento de que existe um clima de ‘tendência a uma estabilização’”, ponderou.

Além disso, Janaina ressaltou que as lideranças tucanas, implicadas em diferentes inquéritos da Lava Jato, estão amparadas no Supremo Tribunal Federal (STF) por terem foro privilegiado. Ela disse não ter dúvidas, porém, que os processos e julgamentos serão endurecidos, caso esses políticos percam a prerrogativa e venham cair no radar do juiz federal Sérgio Moro. “Se cair o foro, eles (tucanos) vão baixar também. O Sérgio Moro é um juiz rígido desde sempre. Quem descer lá para a Vara dele vai ter que dar explicações. Não tem nada a ver com PT, ele sempre foi assim (rígido)”, frisou.

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Mesmo citado em delações da Odebrecht, o presidente Michel Temer (PMDB) detém imunidade temporária, o que garante a ele ausência de investigação junto ao STF. Questionada se pode ingressar com um pedido de impeachment contra Temer, a jurista negou a possibilidade. “Este fato de que talvez ele (Temer) tenha recebido dinheiro da Odebrecht e que está sendo analisado lá na Justiça Eleitoral não são matéria para impeachment porque os crimes de responsabilidade estão previstos em uma lei específica, que se aplica para aqueles atos cometidos no exercício da Presidência”, justificou.

Contudo, Janaina Paschoal adiantou que pode elaborar um novo pedido de impeachment, caso haja elementos suficientes para embasar mais um afastamento de presidente da República. “Se no futuro próximo eu entender que outro pedido é necessário, não importa contra quem, eu posso até vir a solicitar”, assegurou. Mesmo, assim a advogada disse que espera não ser taxada como “pedidora de impeachment geral da União”.

Por fim, a professora de Direito ainda criticou o governo de Temer pela falta de transparência em relação a temas como as reformas Trabalhista e da Previdência. E foi categórica ao afirmar que nunca votou no peemedebista. Janaina ainda revelou os candidatos dela em eleições passadas: “Eu votei na Marina no primeiro turno. E no segundo turno, como ficou Lula e Aécio, eu votei no Aécio pela primeira vez na minha vida”, concluiu.

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Rádio Guaíba

Editado por Folha Política
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