terça-feira, 30 de maio de 2017

JBS-Friboi troca de advogado após PGR recusar oferta de R$ 8 bilhões para acordo de leniência


Imagem:  Reprodução / Redes Sociais
O grupo J&F confirmou, em nota, que o escritório de advocacia Trench, Rossi e Watanabe, responsável por representar a empresa na negociação do acordo de leniência com o Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF-DF), deixou o caso, conforme antecipou o Valor.


Segundo apurou a reportagem, o acordo da J&F com as autoridades ficará agora aos cuidados do Bottini & Tamasauskas Advogados, escritório estabelecido em São Paulo e em Brasília e que atua nas áreas de direito público, criminal e administrativo.

“A negociação atingiu um impasse, e a opção pela substituição do escritório ocorreu de comum acordo entre a J&F e o Trench Rossi Watanabe”, diz a companhia em nota. No comunicado, o grupo não menciona a contratação de um novo escritório e diz que “segue envidando seus melhores esforços” para celebrar um acordo.

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Segundo a reportagem do Valor, a leitura é de que a força-tarefa liderada pelo procurador Anselmo Lopes não está seguindo parâmetros de acordos anteriores e nem os critérios do decreto que regulamenta a lei anticorrupção. Desde o início das conversas, o MPF-DF se mantém irredutível ao exigir quase R$ 11 bilhões em valor presente (houve redução de R$ 175 milhões e alongamento de prazo de dez para 13 anos).

Como referência, acordo homologado pelo juiz Sergio Moro prevê que a Odebrecht, que admitiu pagamento de propina de R$ 2,6 bilhões, pague R$ 3,83 bilhões, em 23 anos.

O acordo de leniência é fundamental para que a JBS e demais empresas do grupo J&F mantenham seus contratos comerciais e financeiros rodando. Até mesmo a venda de ativos, necessária para pagar a multa, depende dele.

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Fernando Torres e Juliana Machado
Valor
Editado por Folha Política
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