segunda-feira, 22 de maio de 2017

Justiça não permite que contratos de filho de Lula pelo Corinthians se tornem públicos


Imagem: Reprodução
A Justiça de São Paulo não permitiu a exibição dos contratos de Luis Cláudio Lula da Silva - filho do ex-presidente do Brasil, Lula, hoje réu na Operação Lava-Jato - enquanto o mesmo foi funcionário ou prestou serviços ao Corinthians, entre 2010 e 2013.




A decisão foi dada há alguns dias pelo Poder Judiciário de São Paulo, ainda em primeira instância, em ação movida pelo sócio corintiano Roberto Willian Miguel, conhecido como Libanês, que moveu processo em 2016 pedindo para ter acesso aos contratos entre Luis Claudio e o clube.

Em sua decisão, a Justiça afirmou: "Os documentos referidos não são públicos, não são comuns às partes e o autor sequer aludiu, de forma específica, o intuito de constituir prova em processo determinado, sublinhando-se, neste particular, que o autor não possui pertinência subjetiva ativa para promover ações referidas às pretensas contratações e reflexos que, como notório, encontram-se sob intensa investigação dos órgãos estatais constituídos".

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Dessa forma, os contratos não serão anexados à ação e, consequentemente, não serão tornados públicos, já que a Justiça é pública e o processo pode ser acessado por qualquer pessoa.

Em sua defesa, o Corinthians havia afirmado à Justiça de São Paulo que não existe qualquer irregularidade na contratação de Luis Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula, para prestação de serviços ao clube entre 2010 e 2013.

"É certo que não houve qualquer irregularidade nas contratações havidas do senhor Luis Cláudio. Mais do que isso, não ocorreu qualquer prejuízo material ao Corinthians ou mau procedimento do clube requerido no tocante às referidas contratações", disse o time alvinegro à Justiça.

"O Corinthians contratou o senhor Luis Cláudio para a função de auxiliar de preparação física, e, tempos depois do seu pedido de demissão, pactuou contrato de prestação de serviços e elaboração de projetos relacionados ao departamento de formação de atletas com a empresa LFM Marketing Esportivo Ltda, que tem como sócio o senhor Luis Cláudio", continuou o clube, que questionou: "qual foi o prejuízo material alegado?".

Durante o período, o filho de Lula recebeu mais de R$ 400 mil dos cofres do Corinthians, primeiro como auxiliar de preparação física, desde 2010, e depois, a partir de junho, para elaboração de projetos da base, em contrato que durou até 2013 e foi expandido para captação de patrocínios para esportes amadores.

Na ação movida na Justiça, o associado aponta "desvio de dinheiro do clube" por meio de contratos "por serviços que não foram prestados".

O processo corre na 39ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo.

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Diego Garcia
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Editado por Folha Política
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